
Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto/Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília, sem previsão de alta. Ele foi diagnosticado na sexta-feira (13) com broncopneumonia bacteriana bilateral e segue sob acompanhamento médico.
De acordo com a equipe responsável pelo tratamento, ainda não é possível estimar quando o ex-presidente poderá deixar a UTI. Segundo o cardiologista Brasil Caiado, a evolução do quadro depende da resposta do organismo e da eficácia dos medicamentos administrados.
Os médicos explicaram que o problema teve origem em um episódio de broncoaspiração, situação em que conteúdo do estômago, saliva ou alimentos acaba sendo aspirado para as vias respiratórias, podendo provocar inflamações e evoluir para pneumonia.
Ainda conforme a equipe médica, o quadro é considerado grave, principalmente por se tratar de um paciente com mais de 70 anos, faixa etária em que a pneumonia pode evoluir rapidamente para complicações, como infecção generalizada. Por isso, o tratamento exige internação hospitalar com medicação intravenosa e monitoramento contínuo.
Apesar das medidas adotadas para manter a estabilidade clínica, os médicos afirmam que ainda existe risco de agravamento. Este é o terceiro episódio de pneumonia enfrentado por Bolsonaro, sendo considerado o mais grave até o momento.
Antes da internação, o ex-presidente passou por consultas médicas e exames na unidade prisional onde está detido, em Brasília. Segundo relatório da Polícia Militar do Distrito Federal, entre os dias 5 e 11 de março ele foi acompanhado por médicos, realizou caminhadas diárias e participou de sessões de fisioterapia, além de receber visitas de familiares.
Bolsonaro, que possui histórico de cirurgias e procedimentos médicos desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, completará 71 anos na próxima semana.