A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves se posicionou sobre o caso do jogador Robinho. "Querem mais o quê? Cadeia. Nenhum estuprador pode ser aplaudido. O cara quer voltar para o campo para posar como herói?", afirmou, nesta segunda-feira (19), no Palácio do Planalto.
Damares defende punição imediata a Robinho, condenado em primeira instância na Itália por violência sexual. A ministra lembrou que ainda cabe recurso à decisão, mas salientou que, na opinião dela, os áudios da investigação são claros sobre um envolvimento do jogador no episódio ocorrido em 2013. “A sensação que aquilo [transcrições] me causou, enjôo, vontade de vomitar. Foi muito ruim ter lido o que eu li, de um jogador do porte dele”, criticou.
De acordo com uma das transcrições dos áudios, Robinho foi avisado da investigação e afirmou: "Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu".
A ministra também comentou a decisão do Santos de suspender o contrato. "O clube já reviu. Parabéns ao Santos por ter rescindido. Parabéns. Eu sei que ainda cabe recurso lá, mas eu acho que está muito claro. O vazamento dos áudios está muito claro. A forma como chegou a nós. Para todo mundo entender: esse é um crime que não merece nenhuma consideração ao abusador, ao estuprador. A gente não tem de fazer concessão com esse tipo de crime. Tem de cumprir a pena que é estabelecida, ou lá ou aqui, imediatamente".
A acusação do Ministério Público italiano foi baseada no depoimento da vítima e em conversas interceptadas do grupo de amigos de Robinho sobre o ocorrido. As interceptações foram iniciadas em janeiro de 2014, em telefones grampeados e escutas instaladas no carro usado pelo jogador.
A acusação aponta que Robinho e outros cinco homens embebedaram a jovem albanesa em uma discoteca em Milão, quando o atacante jogava no Milan (ITA). Ela ficou inconsciente e foi levada para a chapelaria do estabelecimento, onde foi violentada.