Grupos ficam de “sobreaviso” para o dia 16 de maio
Caminhoneiros voltam a discutir uma paralisação nacional devido a mais um reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras. O clima de manifestação intensificou com a decisão do governo Bolsonaro de agora afirmar que pretende privatizar a companhia.
Nas redes sociais, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, conta que pretende reunir representantes da classe no próximo domingo, para discutir uma paralisação nacional da categoria. “A situação passou de todos os limites e o diesel ainda está com o preço 10% defasado com base no preço internacional, ou seja, tem mais aumento nas bombas em breve”, afirmou a associação, em carta. “O cenário é de pré-caos.”
Em Uberaba, alguns profissionais estão de “sobreaviso” para possível manifestação a partir da meia noite do dia 16 de maio.
O efeito do aumento do diesel é em cascata, com impacto nos diversos gastos do transporte rodoviário. Por isso, um aumento de cerca de 20% dos atuais custos operacionais já é esperado, que deve ser repassado para o consumidor.
Na segunda-feira, a Petrobras anunciou um aumento de 8,87% no preço do diesel em suas refinarias. O preço do combustível nos postos já acumula alta de 96% no governo Bolsonaro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Vídeos de caminhoneiros abastecendo seus tanques viralizaram nas redes sociais. Em um desses vídeos, o caminhoneiro registra que o valor total na bomba ultrapassa R$ 5.500, para armazenar pouco mais de 600 litros do combustível. O litro, na região de Barreiras, na Bahia, é vendido por R$ 8,24.