Prescrição na aplicação da pena culminou no cancelamento do júri popular de Genildo Pereira. Ele se sentaria ontem no banco dos réus no Fórum Melo Viana. O réu foi denunciado após atentar contra a vida de João Santana Salgado Júnior. O crime ocorreu no dia 7 de junho de 2009, no Jardim Uberaba. A vítima foi baleada no abdome, dentro do carro, após discutir com Genildo, que era seu vizinho.
Antes do início do julgamento, a defesa, exercida pelos advogados Rodrigo Daniel Resende e Berta Isabel Rojas Fonseca, pediu a anulação do julgamento. Eles alegaram que a data em que ocorreu o crime e a idade do acusado, na época, menor de 21 anos, culminariam na prescrição da aplicação da pena, que é contada pela metade em razão da idade, levando em conta ainda que o cliente é primário. Manifestação do promotor Alcir Arantes, que atuaria na acusação, foi por acolher o argumento da defesa – o que foi acatado pelo juiz-presidente, Ricardo Cavalcante Motta.
Com isso, a sessão de julgamento do “Tribunal do Júri” sequer foi instalada no Fórum Melo Viana. Este seria o primeiro julgamento de uma extensa pauta, que prevê dez ao longo de todo mês de agosto.
Dando prosseguimento à pauta do “Tribunal do Júri”, amanhã será a vez de Jucinei Félix Santos encarar o júri popular pelo homicídio de Soleni Duarte dos Santos, 21 anos. O crime ocorreu no bairro Planalto, em 27 de junho de 2011. Vale lembrar que dia 11 de junho o comparsa do réu, Jefferson Vinicius Martins de Souza, vulgo “Du”, foi condenado pelo mesmo crime a quatro anos de prisão, em regime aberto, tendo em vista que os jurados reconheceram as teses da legítima defesa e do homicídio privilegiado, que é aquele praticado sob violenta emoção. Jucinei será defendido por Larissa de Oliveira e Dias, da Defensoria Pública. A acusação está nas mãos do promotor Alcir Arantes. A pauta pertence à 1ª Vara Criminal.