Os técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Social estão enfrentando dificuldades com informações inverídicas repassadas por beneficiários de programas do governo federal
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Bolsa Família é um dos programas acessados por meio das informações contidas no Cadastro Único do governo federal
Os técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Social estão enfrentando dificuldades com informações inverídicas repassadas por beneficiários de programas do governo federal para o Cadastro Único (CadÚnico). Segundo os profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), alguns beneficiários omitem dados para receber os benefícios.
O diretor de Proteção Social Básica da Secretaria de Desenvolvimento Social, Jonathan Mazetti, destaca a importância de as famílias informarem a sua real situação para o correto preenchimento do CadÚnico. “Esse cadastro é para pessoas de baixa renda ou que realmente precisam de algum programa social. Após o cadastro, o beneficiário consegue um número social – Número de Inscrição Social (NIS) – e, com esse número, tem acesso aos serviços oferecidos pelo governo federal”, indicou.
Segundo ele, em alguns casos, as pessoas tentam burlar informações, como omissão de familiares ou deixando de inserir a renda mensal do cônjuge ou companheiro, ações que poderiam impedi-lo de receber o benefício. “Para o Bolsa Família, se a pessoa omitir ou tiver uma renda mais alta, ela perde o direito ao benefício. Por isto, a necessidade de dar informações corretas, informar o CPF e RG dos familiares e, se for casado, a certidão de casamento, para saber se ela terá acesso ou não a esse benefício”, explica Jonathan.
Por se tratar de programas sociais, Jonathan salienta que não há prazo para o cadastro. “O que está acontecendo é que a maioria dos casos de omissões ocorre para que o possível beneficiado possa se enquadrar em critérios de programas habitacionais executados pela Cohagra. As pessoas querem uma casa, querem fazer a inscrição, mas escondem informações importantes. Porém, a Caixa Econômica Federal também faz o cruzamento das informações, identificando, assim, quem não tem direito ao programa. Essas situações, além de constranger o profissional que está realizando o cadastro, dificultam para aquelas pessoas que realmente precisam conseguir a sua casa própria”, esclarece.