Economista Sérgio Martins também esclarece sobre o uso do cartão de crédito. Para ele, é um excelente instrumento de controle das finanças pessoais e, sabendo usá-lo, não haverá problemas de endividamento. Porém, o economista coloca que é preciso cuidar para não pagar a fatura do cartão após o vencimento e nem pagá-la parcialmente ou pelo valor mínimo. Conforme esclarece, a taxa de juro do cartão de crédito é superior à do cheque especial, chegando a 20% ao mês (mais o IOF).
Por outro lado, ele confirma que o cartão representa grande potencial de endividamento pela facilidade e praticidade. “É preciso mais razão e menos coração, pensar duas vezes antes e se perguntar se aquilo que está comprando é realmente necessário e não vai colocá-lo em dificuldades no momento de pagar a fatura”, diz o profissional, destacando ainda que, para quem é compulsivo nas compras, a sugestão é reduzir o número de cartões e estabelecer limites de consumo.
Empréstimos bancários. O economista coloca que o crédito sem destinação específica mais barato ainda é o consignado, que desconta as prestações no salário e a taxa chega a 2%. Exempl R$1.000 para pagar em 12 meses, a prestação é de R$94,56. Em seguida, ele cita as linhas de crédito para pessoa física, cuja taxa de juros já superou os 6% ao mês. Mesmo valor do exemplo anterior: prestação de R$119,28. Entretanto, ele recomenda que não seja utilizado o limite do especial para financiar as despesas, pois esse tem taxa de juros que vai de 9% até 16,5% ao mês. Em apenas um mês, saldo devedor + juros + IOF chega a R$1.356. Já em relação a quem tem dívida no cheque especial, o economista sugere recorrer a uma das linhas de crédito mencionadas, cobrindo o limite e deixando de pagar juros, com uma prestação que é mais barata naquele empréstimo.
Na falta de emprego, trabalhador deve mudar o estilo de vida. Para aqueles que perderam o emprego, o economista Sérgio Martins faz outras recomendações. Primeiro, é necessário quitar as dívidas vencidas, renegociando os valores e taxas de juros com o credor. Se sobrar dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da rescisão, a orientação é guardar em uma aplicação rentável. Como opção, ele cita a poupança, embora não seja aquela que mais rende.
O desempregado deve ainda, segundo ele, tomar cuidado para não contrair dívida e nem fazer planos com o dinheiro do seguro-desemprego, exceto para as despesas essenciais. Muita gente tem financiamento de veículo, por exemplo, cuja prestação vai apertar neste período. Se possível, avalie se não é melhor vender o bem, quitar a dívida e, com a diferença, comprar outro mais em conta. Mude temporariamente o estilo de vida, mas a família deve ir junto.