Escolha depende da renda, deduções e dependentes; simulação é apontada como melhor forma de decisão
A escolha entre fazer a declaração do Imposto de Renda em conjunto ou separadamente pode impactar diretamente no valor a pagar ou na restituição recebida pelos contribuintes. Com o prazo final até as 23h59 do dia 29 de maio, especialistas reforçam que não existe uma regra única: a decisão depende do perfil financeiro do casal.
Na declaração conjunta, um dos cônjuges é informado como titular e o outro como dependente, reunindo todos os rendimentos, bens e despesas dedutíveis em um único documento. Já no modelo separado, cada pessoa envia sua própria declaração individualmente, o que pode reduzir a carga tributária em alguns casos.
Segundo especialistas da área tributária, a soma dos rendimentos na declaração conjunta pode elevar o contribuinte a faixas mais altas da tabela do Imposto de Renda, aumentando o valor devido. Por outro lado, o modelo pode ser vantajoso quando há grande diferença de renda entre os cônjuges ou quando um deles não possui rendimentos tributáveis, além de situações com muitas despesas dedutíveis.
A orientação mais comum entre especialistas é realizar simulações nos dois formatos antes do envio, já que o sistema da Receita Federal permite comparar qual modelo resulta em menor imposto ou maior restituição.
O envio da declaração pode ser feito pelo Programa do Imposto de Renda, pelo portal e-CAC ou pelo aplicativo oficial da Receita Federal.