VAI ESCAPAR

Caso Madeleine McCann: principal suspeito pode escapar de julgamento

Alemão Christian Brueckner foi liberado para viajar pela Justiça; sem o monitoramento de fronteira, investigadores temem fuga

Luiz Otávio Barbosa/O Tempo
Publicado em 08/05/2026 às 09:37
Compartilhar

A Polícia de Londres corre contra o tempo para reunir provas contra o alemão Christian Brueckner, principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, ocorrido em 3 de maio de 2007, em Portugal. Após o Tribunal Superior Regional de Schleswig-Holstein, na Alemanha, autorizar que ele deixe o país, investigadores britânicos temem perder o rastro do suspeito às vésperas de o crime completar 20 anos.

Em liberdade desde setembro de 2025 após ser solto em outra condenação, o investigado é monitorado por tornozeleira eletrônica, equipamento que perderá a validade caso ele cruze a fronteira alemã. A legislação do país restringe a extradição de cidadãos para fora da União Europeia, cenário que exige da polícia a formulação de acusações criminais robustas, segundo informações do jornal "The Sun".

Histórico do crime e provas circunstanciais

O sumiço da garota no complexo turístico Ocean Club, na Praia da Luz, segue sem solução forense direta. Até o momento, a suspeita sobre Brueckner apoia-se principalmente em registros telefônicos que o colocam próximo ao local na noite do sequestro.

As apurações também apontam para uma suposta confissão feita por ele a Helge Busching durante um festival na Espanha, em 2008. Na ocasião, o alemão teria feito referência à criança e afirmado que "ela não gritou". A defesa sustenta que a ampla exposição midiática prejudica o direito a um julgamento imparcial.

Tensão com moradores e segurança reforçada

Enquanto a polícia britânica, a Scotland Yard, não formaliza as acusações, o paradeiro do suspeito gera forte tensão em solo alemão. Desde que saiu da prisão, ele tem evitado exposição pública e passado por motéis e moradias temporárias em municípios como Kiel e Neumünster.

A presença do investigado provocou protestos constantes de moradores locais, especialmente perto de áreas escolares. A vizinhança chegou a criar grupos no Facebook e no WhatsApp para monitorar seus passos, o que obrigou as autoridades locais a reforçarem a segurança na região após vazamentos de endereços residenciais.

Fonte: O Tempo

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por