Segundo Fúlvio Ferreira, presidente da CDL, os comerciantes não estão cumprindo com o determinado pois muitos não concordam com o projeto
Câmara de Dirigentes Lojistas de Uberaba (CDL) prevê que o projeto de padronização das fachadas das lojas do calçadão da rua Artur Machado e a revitalização do local fiquem para o ano que vem. De acordo com o presidente da entidade, Fúlvio Ferreira, a situação continua a mesma, sem nenhuma novidade.
“Segundo a lei, o comerciante precisava construir uma caixa de cimento no chão com um pequeno pedaço de cano para receber a água que virá das fachadas. Depois, a Prefeitura iria realizar a troca do piso que, uma vez trocado, fica a cargo de cada comerciante construir a fachada de acordo com o projeto padrão”, explicou.
No entanto, segundo Fúlvio, os comerciantes não estão cumprindo com o determinado, pois muitos não concordam com o projeto. “Vários empresários têm uma série de reclamações, algumas técnicas, outras estéticas, mas cada um tem sua opinião. O comerciante precisa fazer a sua parte, porque a Prefeitura já tem sua legislação pronta para cobrar isso”, considera Fúlvio.
Finanças. Na avaliação do presidente da CDL, o principal fator para que ambas as partes – comerciantes e PMU – não deem andamento ao projeto é a falta de recurso. “A Prefeitura passa por um momento difícil no quesito dinheiro e deve reconhecer que o comerciante também está. Então um vai deixando para o outro e isso vai se prolongando”, analisa.
Presidente da CDL afirma que calçadão precisa de uma “maquiagem” para atrair clientes
“Ainda que fique para o ano que vem, espero que haja, pelo menos, uma limpeza profunda, com lavagem do piso e replantio e pintura de algumas floreiras do calçadão. Com pouca maquiagem, temos condições de deixar o calçadão mais atrativo, para ser um pouco mais aprazível para se transitar”. Esse é o posicionamento do presidente da CDL, Fúlvio Ferreira.
Outro ponto destacado por Fúlvio é com relação aos ambulantes que ficam no local, inibindo os clientes que transitam no calçadão. “Vários ambulantes estão totalmente irregulares por lá e comercializando produtos não autorizados. A Posturas fiscaliza em um dia e no outro os ambulantes voltam para vender mercadorias como alimentícios e importados, de maneira irregular”, esclarece.