Sindicatos transferem protesto de Uberaba para Uberlândia. De acordo com a coordenadora regional do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel, após uma rápida reunião com líderes sindicais ficou definido que o ato seria transferido devido à pouca adesão dos sindicalistas em Uberaba.
“A Frente Brasil Popular chama para uma concentração na região. O encontro é regional, por isso, vamos angariar muito mais gente do que no local. Na verdade, muitas pessoas não vêm em um encontro local. A concentração será às 18h, em Uberlândia, no Campus Umuarama da UFU (Universidade Federal de Uberlândia). Nós conseguimos um ônibus para levar quem quiser participar do ato”, esclareceu a coordenadora do Sind-UTE.
Maria Helena Gabriel assegura que vão ser realizadas outras paralisações. “É o momento de lutarmos a favor dos nossos direitos”, avalia. Segundo levantamento feito pelo Sind-UTE, a paralisação atingiu 50% das escolas em Uberaba. “Tivemos o apoio da Superintendência Regional de Ensino, de escolas que estão paralisadas total e parcialmente, mas todas as escolas foram atingidas”, assegura.
Sindicalistas prometem lutar mesmo com possibilidade do impeachment
A coordenadora regional do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel, considera que o período conturbado da política nacional influencia diretamente na vida dos servidores de maneira geral. “Estamos fazendo essa manifestação que é a favor dos nossos direitos. Não podemos deixar esse golpe venha atingir as nossas conquistas. Nós estamos acompanhando e sabendo que o Governo que vem tende a piorar todas as conquistas que tivemos ao longo dos anos, como negociações financeiras e aposentadorias”, avalia.
Mesmo que os Senadores votem nesta quarta-feira (11) pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, os sindicalistas prometem continuar protestando. “Eles terão que arcar com as consequências que os movimentos não estão seguros e felizes com o que está acontecendo. Nós não vamos parar, se acontecer o julgamento e afastamento da presidente Dilma, a nossa luta continua. Não vamos deixar de lutar”, conclui.