Só na última semana, dois adolescentes e uma criança foram gravemente feridos por cerol e linhas chilenas
A falta de punição a quem solta ou vende linhas cortantes para pipas abre caminho para que o crime seja praticado livremente nas ruas. Em 2019, apenas quatro multas foram pagas pelos infratores em Minas. Na soma dos últimos cinco anos foram 54. Para as forças de segurança, a dificuldade está em identificar os autores. Já para os especialistas, os números são muito baixos e a fiscalização precisa ser reforçada.
Só na última semana, dois adolescentes e uma criança foram gravemente feridos por cerol e linhas chilenas – um menino de 15 anos teve a perna amputada devido ao risco de morte. Em 2018, 16 multas por uso ou venda de cerol foram pagas em Minas; no total, foram arrecados R$ 5.922
Arrecadação. Na ponta do lápis, foram arrecadados R$ 955 com as infrações até 24 de junho deste ano. De 2014 até agora são pouco mais de R$ 17 mil. Os números são da Secretaria Estadual de Fazenda. A pasta informou que o total de multas aplicadas deveria ser divulgado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) que, por sua vez, disse não ter meios necessários para “filtrar” tais dados.
A proibição do material cortante foi instituída há 17 anos em Minas. A autuação varia de R$ 100 a R$ 1.500, conforme a quantidade recolhida. O dinheiro é destinado ao Fundo para a Infância e a Adolescência (FIA). Já a fiscalização, fica a cargo das guardas municipais, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
* Com informações do Hoje em Dia