As buscas ao Airbus da Air France, desaparecido desde a noite de domingo, foram prejudicadas nesta sexta-feira pelo mau tempo na área do Oceano Atlântico onde supostamente o avião teria caído. Além da chuva, a pouca visibilidade atrapalha o trabalho de resgate, que não será abandonado, segundo o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). Entretanto, as equipes vão intensificar os trabalhos para encontro de peças que possam elucidar o sumiço do jato. A FAB (Força Aérea Brasileira) iniciou nesta sexta o quinto dia de buscas pelo Airbus-A330. De acordo com o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, são remotas as chances de encontrar os corpos dos ocupantes da aeronave. Nesta quinta-feira, a FAB informou que os destroços já retirados do Atlântico pelas equipes de buscas não são do Airbus. "Nenhum material do avião foi recolhido. O que nós vimos foram materiais pertencentes a uma aeronave que foram deixados por causa da prioridade de buscas de corpos", afirmou Cardoso. "Até o momento nenhum pedaço da aeronave foi recuperado." Uma mancha de óleo avistada no local também não foi relacionada com o acidente. A Aeronáutica informou que não haverá mudanças nos trabalhos de buscas pelo avião, que devem ser reforçados no fim de semana, com a chegada de aeronaves e embarcações da França. CAUSAS DO ACIDENTE - As causas do acidente ainda permanecem desencontradas, inclusive para o órgão francês responsável pela investigação do acidente. O BEA (escritório de pesquisas e análises, na sigla em francês) afirmou nesta quinta-feira que as mensagens automáticas enviadas pela aeronave só ajudam a esclarecer duas coisas: que o avião passou por uma turbulência e uma tempestade. Há certeza também de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Segundo eles, não é possível precisar a velocidade em que o avião voava. Segundo o jornal francês "Le Monde", há fortes indícios de que essa velocidade era "incorreta" para uma aeronave em meio a uma tempestade, o que poderia parti-la ao meio e derrubá-la.