CICLONE BOMBA

Ciclone-bomba deixa um morto no RS e provoca ventos fortes em Minas Gerais

Frente fria associada ao fenômeno avança pelo país e provoca rajadas de vento no estado; Triângulo Mineiro pode registrar ventos de até 45 km/h

Publicado em 09/08/2026 às 09:42
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 (Foto/Reprodução)

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O ciclone-bomba que atingiu o Rio Grande do Sul na quinta-feira (6) deixou um rastro de destruição no estado. Segundo a Defesa Civil gaúcha, uma pessoa morreu, cinco ficaram feridas e 118 municípios registraram algum tipo de dano até a manhã desta sexta-feira (7).

Embora o fenômeno tenha perdido força e esteja se afastando para o oceano, a frente fria associada ao sistema continua avançando pelo país. Em Minas Gerais, a passagem provoca aumento da nebulosidade e rajadas de vento, principalmente em algumas regiões do estado.

Ciclone provocou estragos no Rio Grande do Sul

A vítima fatal foi um motociclista de 33 anos que sofreu um acidente na rodovia RS-124, em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A Defesa Civil ainda apura se uma árvore caiu sobre a pista no momento do acidente ou se já estava caída quando o motociclista atingiu o obstáculo.

Entre os feridos, um morador de Novo Hamburgo ficou enroscado em fios elétricos durante o temporal e apresenta quadro que exige atenção. Um militar também foi atingido por um estilhaço enquanto atendia uma ocorrência dentro de uma viatura, em Osório. Outras três pessoas tiveram ferimentos leves em Dom Feliciano.

A maior parte das ocorrências registradas no estado está relacionada aos ventos fortes. Também foram registrados episódios de granizo em algumas cidades.

Em Pedro Osório, um tornado acompanhado de granizo provocou danos e levou a prefeitura a suspender as aulas da rede municipal e o transporte escolar para Pelotas.

O temporal também afetou o abastecimento de água e energia elétrica em Porto Alegre. A Estação de Tratamento de Água São João, responsável pelo atendimento de mais de 600 mil pessoas, ficou sem energia, assim como 12 estações de bombeamento.

Ao menos 45 bairros registraram baixa pressão ou falta d'água. No auge da tempestade, aproximadamente 332 mil domicílios ficaram sem energia elétrica. O estado também contabilizou pelo menos 121 pessoas desabrigadas.

Apesar dos estragos, a Defesa Civil avalia que o pior já passou no Rio Grande do Sul, já que o ciclone avançou em direção ao oceano e deixou de representar uma grande ameaça para a região.

Frente fria avança pelo país

Mesmo com o afastamento do ciclone, a frente fria associada ao sistema ainda influencia as condições meteorológicas em outras regiões.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de vendaval para sete estados: Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

Nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro, as rajadas de vento podem superar os 100 km/h.

O ciclone-bomba ocorre quando uma área de baixa pressão atmosférica se intensifica rapidamente, provocando condições de tempo severo, como ventos fortes, chuva intensa e queda brusca de temperatura.

Ciclone não deve atingir Minas Gerais

De acordo com o climatologista Denis Garcia, o ciclone em si não deve atingir Minas Gerais, pois o sistema permanece sobre o oceano. O que influencia o estado é a frente fria associada ao fenômeno.

No Sul de Minas, os ventos podem atingir entre 50 km/h e 55 km/h. Também há possibilidade de pancadas de chuva na Zona da Mata.

Já no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba, a previsão indica ventos entre 40 km/h e 45 km/h, sem expectativa de chuva significativa na maior parte da região.

A diferença de pressão atmosférica entre as áreas próximas ao ciclone e o continente contribui para a intensificação dos ventos. O fenômeno também é influenciado pela diferença de temperatura entre essas regiões.

Triângulo Mineiro está sob alerta

Uberlândia e outros municípios do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba receberam alertas do Inmet relacionados à baixa umidade e aos ventos fortes.

Segundo o instituto, as rajadas podem chegar a 60 km/h, com baixo risco de queda de galhos, destelhamentos pontuais e danos em estruturas mais frágeis.

A tendência é de enfraquecimento do sistema a partir de sábado (8), quando o tempo firme deve voltar a predominar na região.

Defesa Civil orienta população

Diante da previsão de ventos fortes e tempo seco, a Defesa Civil recomenda que a população mantenha a hidratação, evite atividades físicas nos horários mais quentes e reduza a exposição prolongada ao sol.

Durante as rajadas, a orientação é não permanecer debaixo de árvores e evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão de energia, placas de propaganda e outras estruturas que possam oferecer risco.

A população também deve acompanhar os alertas emitidos pelos órgãos oficiais.

Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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