GERAL

Cientistas descobrem cratera fruto do impacto de um asteroide há 66 milhões de anos

Publicado em 20/08/2022 às 18:44Atualizado em 18/12/2022 às 13:54
Compartilhar

Recentemente, cientistas descobriram uma cratera localizada no oeste da África. A descoberta levanta algumas questões sobre o que, de fato, ocorreu no dia em que um asteroide colidiu com a Terra, mais precisamente na região do que hoje é o golfo do México, extinguindo os dinossauros e formando a famosa cratera de Chicxulub.

A cratera Nadir, a mais nova descoberta, tem cerca de 8,5km de diâmetro, fica a 400km da costa da Guiné e a 300 metros abaixo do mar. Acredita-se na relação dela com a cratera de Chicxulub, devido a idade de ambas ser muito semelhante, segundo estimativa dos cientistas. Segundo estudiosos, ambas poderiam ter se formado a partir de fragmentos oriundos do impacto de um mesmo asteroide.

Provavelmente, a cratera Nadir foi formada pela colisão de um asteroide que tinha pouco menos de 0,5km de diâmetro, enquanto o que criou a cratera de Chicxulub tinha aproximadamente, também segundo estimativa, 12km de diâmetro.

O asteroide que caiu na região do golfo do México desencadeou poderosos tremores de terra, tsunamis e uma tempestade de fogo. Tanto material empoeirado chegou ao céu que a Terra entrou em um esfriamento profundo. Os dinossauros não sobreviveram ao choque climático.

Já o asteroide que pode ter gerado a cratera Nadir não era tão grande e nem causou estragos nessas dimensões, mas também teve seu impacto. Informações sobre a cratera encontrada na costa da Guiné foram publicadas por pesquisadores nesta quarta-feira (17) na revista científica Science Advances. Apesar de apresentarem evidências de que um asteroide foi responsável pela formação, uma segunda possibilidade é que a cratera seja resultado de atividades vulcânicas no passado.

"Isso teria gerado um tsunami com mais de um quilômetro de altura, bem como um terremoto de magnitude 6,5 ou mais."

"A energia liberada teria sido aproximadamente 1.000 vezes maior do que o observado na erupção e no tsunami de janeiro de 2022 em Tonga".

A cratera recém-revelada foi identificada por Uisdean Nicholson, da Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, enquanto ele analisava dados de pesquisas sísmicas. Esse tipo de análise, frequentemente realizada por empresas de mineração, óleo e gás, documenta as diferentes camadas de rochas e sedimentos subterrâneos a quilômetros de profundidade.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por