GERAL

CNC reduz expectativa de crescimento do comércio em 2015 de 1% para 0,3%

A revisão veio depois que o IBGE constatou queda de 3,1% nas vendas do comércio em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado

Publicado em 20/04/2015 às 08:47Atualizado em 17/12/2022 às 00:30
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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reduziu para 0,3% sua expectativa de crescimento das vendas do comércio varejista neste ano. Na previsão anterior, a entidade apostava em alta de 1% no volume de vendas, no consolidado do ano. A revisão veio depois que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou queda de 3,1% nas vendas do comércio em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a Confederação, a redução da expectativa de crescimento leva em conta um cenário marcado “pela desaceleração da massa de rendimentos, pela maior restrição ao crédito e pela persistência inflacionária”. Conforme o IBGE, a massa de rendimento real dos trabalhadores cresceu 4,1% no ano anterior, na comparação de fevereiro de 2013 a 2014, e nos últimos 12 meses caiu 1,5%, comparado com 2014. Já o crédito cresceu 5,2% de 2014 para 2015, em contrapartida, ele havia crescido 7,4% de 2013 para 2014.

Para o presidente da CDL Uberaba, Miguel Faria, a expectativa é mesmo esta e é o reflexo do momento que o País está vivendo agora. “Este ano, nós praticamente não teremos crescimento, como em anos anteriores, o que já é fato. O cenário econômico de 2015 não é favorável. A expectativa é que este ano passe rápido porque não será promissor. Quando se inicia o ano com tantos tumultos políticos, com inflação em alta e aumento do dólar, há mesmo uma instabilidade na economia e no consumo, o que reflete diretamente no comércio”, esclarece.

O dirigente lojista ressalta ainda um detalhe que, para o comércio, também foi muito ruim, que é o aumento do combustível no início do ano. Segundo o IBGE, em 12 meses, os preços dos combustíveis cresceram 10,2%. “No Brasil, cerca de 90% do transporte é totalmente rodoviário e quando o preço do combustível sobe isso automaticamente encarece os produtos. Além disso, não é possível conter a inflação quando se tem aumento do custo do transporte. É um efeito cascata. No segmento de autopeças, no qual trabalho, toda vez que sobe o preço do combustível, sinto os reflexos no meu balcão. A pessoa que tem carro espera para trocar alguma peça, tentando economizar, e só troca o necessário”, afirma.

Por isso, a recomendação de Miguel Faria é que os comerciantes invistam no seu negócio para atrair mais clientes, como melhorar o aspecto das vitrines, treinar os funcionários para que ofereçam melhor atendimento.

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