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Com 4 estatuetas, “Birdman” é eleito o melhor filme no Oscar 2015

Publicado em 23/02/2015 às 10:29Atualizado em 17/12/2022 às 01:18
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Absolutamente crítico, o longa desbancou o favorito Boyhood

Com irreverência e bom-humor, “Birdman” ou “A Inesperada Virtude da Ignorância” conta a história de um ator, interpretado pelo genial Michael Keaton, que tenta resgatar seu sucesso.

No passado, Riggan Thomson foi Birdman, um super-herói que virou ícone, mas acabou caindo no ostracismo. Para se livrar do completo esquecimento, Thomson tenta reagir adaptando seu icônico personagem para os palcos da Broadway. Além de se ver obrigado a lidar com o backstage de uma grande produção, Thomson ainda precisa contornar uma estranha voz que não sai de sua mente.

Se analisado sob um olhar cuidadoso, Birdman traça um retrato muitas vezes ignorado, sobretudo numa indústria como a cinematográfica. É preciso leveza para entender o apontamento brilhante de Alejandro González Iñárritu (que também levou para casa o Oscar de Melhor Diretor; curiosidade: é dele também o sensacional “21 Gramas”), sobretudo porque em muitos momentos, a impressão que se tem é que a história contada é a do próprio Keaton, que alcançou seu auge como o super-herói que todos queriam ser, o Batman, mas acabou sendo lentamente esquecido.

No balanço final, “Birdman” ainda teve mais duas estatuetas, incluindo melhor fotografia e roteiro original.

Aos amantes de cinema, o nada convencional “Birdman” é quase um retrato lúdico da profissão da dramaturgia, aplaudido de pé pela Academia, que o agraciou com algumas das principais estatuetas do certame. Altamente crítico, o Melhor Filme do Ano aponta seus dedos para tudo e para todos: Hollywood, Broadway, calçada da fama, a indústria do entretenimento, sem perder a chance de cutucar vários egos.

Recebendo a estatueta, o mexicano Iñárritu agradeceu aos verdadeiros heróis por trás da produçã “Quero agradecer a todas as pessoas que acreditaram nesta ideia. Atrás deste filme há heróis”.

Veteranos em alta

Após ser indicada por quatro vezes, Julianne Moore finalmente levou para casa sua tão sonhada estatueta de Melhor Atriz. A bordo de um belíssimo longo preto e branco, Moore brilhou na pele de uma professora acometida pelo mal de Alzheimer em “Para sempre Alice”. Franca favorita ao título.

Patrícia Arquette proferiu discurso inflamado à luta pela igualdade salarial entre homens e mulheres (sendo aplaudida de pé por Meryl Streep, com quem concorria à estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante). Foi dela o único Oscar de Boyhood. J.K. Simons levou para casa o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo excelente “Whiplash”.

Como melhor ator, Eddie Redmayne brilhou na pele do genial Stephen Hawkin e confirmou seu favoritismo em “A Teoria de Tudo”. É fato que muitos esperavam que a estatueta fosse para Michael Keaton, franco favorito.  

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