TRAGÉDIA

Com 81 mortes, Minas vive o período chuvoso mais letal dos últimos 20 anos

Somente as mortes registradas durante temporal em Juiz de Fora e Ubá já superam os números de 19 dos últimos 20 períodos chuvosos em todo o Estado

Raíssa Oliveira/José Vítor Camilo/O Tempo
Publicado em 27/02/2026 às 14:31
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Minas Gerais contabiliza 81 mortes por chuvas desde 1º de outubro do ano passado, início do atual período chuvoso (2025/2026) (Foto/Reprodução)

Minas Gerais contabiliza 81 mortes por chuvas desde 1º de outubro do ano passado, início do atual período chuvoso (2025/2026) (Foto/Reprodução)

Minas Gerais enfrenta o seu período chuvoso mais letal dos últimos 20 anos, com 81 mortes registradas até o momento, segundo a Defesa Civil de Minas Gerais. O número já supera o total de vítimas de todo o período de 2019/2020, até então o mais grave do recorte histórico, quando 74 pessoas morreram, e ainda pode crescer, já que os resgates seguem em andamento em Juiz de Fora e Ubá. Somente nas duas cidades da Zona da Mata, epicentro da tragédia, o temporal já deixou 68 mortos — número que, isoladamente, supera o registrado em 19 dos últimos 20 períodos chuvosos no estado.

Conforme o órgão, até a manhã desta sexta-feira (27/2), Minas Gerais contabiliza 81 mortes por chuvas desde 1º de outubro do ano passado, início do atual período chuvoso (2025/2026). O número, no entanto, ainda não inclui os óbitos mais recentes confirmados em Juiz de Fora, que, sozinha, já soma 62 mortes desde a última segunda-feira (23/2). Em Ubá, também atingida por enchentes, foram registrados seis óbitos e duas pessoas estão desaparecidas.

Além da Zona da Mata, há registros de mortes por chuva em outras cidades do estado, como Eugenópolis (4), Sabará (1), São Thomé das Letras (1), Pouso Alegre (1), João Pinheiro (1), Santa Rita de Caldas (1), Muriaé (1), Santana do Riacho (1) e Porteirinha (1).

Até então, o período chuvoso mais letal recente havia sido o de setembro de 2019 a março de 2020, quando Minas somou 74 mortes. Naquele período, o estado enfrentou eventos climáticos extremos, como a chamada “chuva de mil anos”, que atingiu Belo Horizonte e devastou a cidade em 20 de janeiro de 2020. Desde então, os registros vinham em queda: no período 2023/2024, por exemplo, foram seis mortes, uma redução de 91% em relação ao cenário mais crítico até então.

Confira os números:

  • Período chuvoso 2025/2026: 81 óbitos
  • Período chuvoso 2024/2025: 27 óbitos
  • Período chuvoso 2023/2024: 6 óbitos
  • Período chuvoso 2022/2023: 22 óbitos
  • Período chuvoso 2021/2022: 30 óbitos
  • Período chuvoso 2020/2021: 22 óbitos
  • Período chuvoso 2019/2020: 74 óbitos
  • Período chuvoso 2018/2019: 18 óbitos
  • Período chuvoso 2017/2018: 12 óbitos
  • Período chuvoso 2016/2017: 18 óbitos
  • Período chuvoso 2015/2016: 4 óbitos
  • Período chuvoso 2014/2015: 6 óbitos
  • Período chuvoso 2013/2014: 23 óbitos
  • Período chuvoso 2012/2013: 24 óbitos
  • Período chuvoso 2011/2012: 20 óbitos
  • Período chuvoso 2010/2011: 23 óbitos
  • Período chuvoso 2009/2010: 20 óbitos
  • Período chuvoso 2008/2009: 44 óbitos
  • Período chuvoso 2007/2008: 20 óbitos
  • Período chuvoso 2006/2007: 26 óbitos

Fonte: O Tempo

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