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Com alta de 3,46%, carnes pressionam a inflação

A carne teve alta de preço de 3,46% em novembro e, pelo 3º mês consecutivo, foi o produto que mais pressionou a inflação

Publicado em 09/12/2014 às 21:36Atualizado em 17/12/2022 às 02:19
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A carne teve alta de preço de 3,46% em novembro e, pelo terceiro mês consecutivo, foi o produto que mais pressionou a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, o preço das carnes subiu ao longo de, praticamente, todo o ano de 2014.

Segundo ela, os principais motivos para a variação do preço foram a seca e os embates comerciais entre a Rússia e os Estados Unidos, que favorecem a exportação das carnes brasileiras. “No ano, a carne já aumentou 17%. A seca prejudica os pastos e faz com que o pecuarista compre mais ração, o que aumenta o custo. E as exportações do Brasil têm aumentado, principalmente para a Rússia, que deixou de comprar dos EUA para comprar do Brasil”, disse Eulina.

Outro alimento que teve impacto importante no IPCA de novembro foi a batata-doce, com alta de 38,17%, a maior taxa entre os alimentos pesquisados pelo IBGE no mês.

O custo dos combustíveis e da energia também pesou no bolso do brasileiro. Ao ser reajustada no início de novembro, a gasolina ficou 1,99% mais cara para o consumidor. A energia elétrica teve alta de 1,67%, devido ao aumento de impostos e ao reajuste de tarifas em algumas regiões metropolitanas.

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