Consumidores podem preparar o bolso porque está previsto mais um reajuste nos preços dos combustíveis em Minas, a partir do dia 1º
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A pesquisa mais recente indicou que o preço médio do litro da gasolina para o cálculo do ICMS até o dia 31 é R$3,78
Consumidores podem preparar o bolso porque está previsto mais um reajuste nos preços dos combustíveis em Minas Gerais, a partir do dia 1º de fevereiro. Estimativas do Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro) indicam que o aumento será de R$0,06 no litro da gasolina e R$0,05 no do etanol.
De acordo com a Minaspetro, o aumento está ligado à elevação dos valores usados para cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), da gasolina comum e do etanol hidratado. A medição é feita pelo governo do Estado, por meio de pesquisa nos postos de combustível, e publicada a cada 15 dias.
A pesquisa mais recente indicou que o preço médio do litro da gasolina para o cálculo do ICMS até o dia 31 é R$3,78, porém, vai saltar para R$3,84 em fevereiro. Isso quer dizer que o valor do ICMS vai passar de R$1,09 para R$1,11. Já o preço médio do etanol hidratado vai subir de R$2,78 para R$2,83, sendo que o valor do imposto passará de R$0,39 para R$0,396.
Ainda, segundo a Minaspetro, os preços dos combustíveis são livres e não há uma maneira de saber, e nem se deve mensurar se o aumento do valor da pauta fiscal terá ou não impacto nos preços finais ao consumidor. “Eu não tenho previsão de nada, porque dependo do preço da Petrobras. Alguns postos sobem e outros não, depende muito das distribuidoras, do posto, do proprietário, está cada um com um preço bem diferente”, explicou o empresário do ramo, José Antônio Nascimento Cunha.
Indagação. Consumidores acionam por diversas vezes a reportagem do JM Online para indagar os diferentes preços dos combustíveis nas bombas em Uberaba. Segundo eles, em alguns postos a diferença passa dos R$0,20 de um estabelecimento para o outro. “Tivemos um aumento esses dias, quando alguns postos subiram os valores e outros não. Mas, com mais esse reajuste, pode ser que suba [o preço]. As pessoas reclamam se os preços [nos postos] estão iguais e, também, se estão diferentes. Então, é difícil; o mercado é livre”, opina.