Estrutura interditada desde fevereiro começou a receber reforço nos pilares, mas prazo para reabertura ainda depende da complexidade dos reparos
Ponte liga os estados de Minas Gerais e São Paulo (Foto/Divulgação)
Interditada desde o início de fevereiro após a identificação de danos estruturais, a ponte sobre o rio Grande que liga Conceição das Alagoas (MG) a Miguelópolis (SP), conhecida como Ponte da Volta Grande, começou a receber os reparos necessários para a retomada do tráfego nesta segunda-feira (16). A estrutura é considerada estratégica para a circulação de pessoas e mercadorias entre a AMG-2540 e a SP-413, e segue bloqueada enquanto as intervenções são executadas.
Relembre: Após vistoria, Mateus Simões diz que MG e SP vão bancar recuperação de ponte no rio Grande
A interdição ocorreu após vistoria técnica do Núcleo de Projeto de Obras de Arte Especiais do DER-MG apontar trincas e sinais de cisalhamento nos pilares, um tipo de ruptura associado a sobrecarga. Desde então, o trânsito entre os dois estados precisou ser desviado para rotas alternativas.
Segundo o ex-deputado federal Franco Cartafina, que acompanha a situação, a contratação emergencial da empresa responsável pela obra já foi concluída e os trabalhos no local começaram. “O reforço que eles estão fazendo é o necessário para garantir a segurança e restabelecer o trânsito. A equipe chegou ao local, trouxe engenheiros, mão de obra e materiais. Eles vão ficar próximos à ponte durante o período de execução, montando toda a estrutura para trabalhar e dormir no local enquanto a obra estiver em andamento”, detalha.
De acordo com Franco, o reparo prevê a instalação de anéis metálicos resistentes à corrosão e a aplicação de resina epóxi nas fissuras identificadas nos pilares. “Eles vão colocar os anéis de aço e fazer algumas outras intervenções na área de engenharia, garantindo o reforço dos pilares danificados. Assim que isso ficar pronto, o trânsito será liberado”, diz.
O ex-deputado também afirma que, em um segundo momento, será necessário definir quem ficará responsável pela manutenção permanente da estrutura. “Deve haver diálogo com o DER de São Paulo para definir quem será responsável pela manutenção da ponte, que estava num limbo, sem responsabilidade definida nem para Minas, nem para São Paulo”, explica.
Sobre o cronograma, ele diz que o início da obra ocorreu dentro do prazo previsto, mas que ainda não há como cravar a data de liberação da travessia. “O prazo de início está sendo cumprido conforme divulgado há um mês. Foram 45 dias para o projeto e 45 para execução. Mesmo que o laudo não estivesse pronto, eles já começaram a executar, então está dentro do cronograma e até um pouco adiantado. Dependendo da complexidade, pode levar um ou dois meses, mas a equipe quer concluir o quanto antes”, afirma.
Com cerca de 540 metros de extensão e 7,84 metros de largura, a ponte é uma ligação importante entre Minas Gerais e São Paulo. Enquanto os reparos continuam, o Corpo de Bombeiros e o DER-MG orientam os motoristas a respeitarem os bloqueios e seguirem pelas rotas alternativas.
O DER-MG foi procurado pelo Jornal da Manhã para comentar o início das obras, mas ainda não se manifestou. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Pode interessar: Mais uma ponte sobre o rio Grande tem problemas e Ministério Público aciona a Justiç
Ponte apresentava problemas em sua estrutura (Foto/Divulgação)