
Apesar de a pandemia de Covid-19 ter reformulado o planejamento do comércio no Brasil e no mundo, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), a tendência para o final do ano é a contratação de funcionários por períodos determinados, assim como em 2019.
A pesquisa “Contratação de Temporários” levanta as intenções dos empresários de Minas Gerais para reforçar suas equipes e garantir um bom atendimento na época mais movimentada do segundo semestre.
Segundo a pesquisa, 11,4% das empresas do comércio varejista de Minas Gerais planejam contratar funcionários temporários para o período de final de ano. "Tecido, vestuário e calçados" (24,5%) e "material de construção" (18,2%) são os segmentos que mais prometem abrir vagas. Entre elas, 62,5% são para vendedores e 10,4% para operadores de caixas, além de 6,3% para motoristas e 4,2% para balconistas.
As perspectivas em relação à efetivação são boas. Entre os empresários ouvidos, 22,8% têm interesse em contratar os temporários para o quadro fixo da empresa, efetivando-os entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021.
O quadro de funcionários lotado, a baixa movimentação, e as vendas em baixa são as principais justificativas das empresas que não irão adotar a tendência. Além disso, a contratação temporária é dificultada pela falta de experiência e capacitação dos concorrentes.
Por isso, investir em qualificação profissional pode se tornar um diferencial, como destaca o coordenador comercial da Fecomércio MG, Danilo Manna: “Nos últimos anos, o aumento da oferta de capacitações, cursos livres e de extensão por instituições e entidades representativas ampliou as possibilidades de aprendizado. Mais rápidas e focadas em demandas específicas, essas modalidades são boas opções de qualificação profissional. Em muitos casos, ao fazer um desses cursos, o trabalhador pode encurtar o caminho de volta ao mercado”.