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Comitê organiza manifestação contra a reforma da Previdência na próxima 4ª

Adislau Leite conta que Comitê Intermunicipal foi criado para evitar a aprovação da proposta no Congresso

Publicado em 06/02/2017 às 07:37Atualizado em 16/12/2022 às 15:19
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Foto/Arquivo

Adislau Leite conta que Comitê Intermunicipal foi criado para evitar a aprovação da proposta no Congresso

Sindicatos de Uberaba realizam na próxima quarta-feira (8), manifestação contra a proposta de reforma da Previdência encaminhada pelo Governo ao Congresso. A atividade está marcada para as 15h, no Calçadão da rua Artur Machado, e, além de sindicatos, também vai contar com a participação de outras instituições, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Recentemente foi criado o Comitê Intermunicipal contra a Reforma da Previdência de Uberaba e Região, com o papel de desenvolver ações para evitar a aprovação da proposta no Congresso Nacional. “Sendo assim, na quarta vamos promover um ato público, chamar a atenção da população e de políticos da região, sobretudo deputados federais, pois no entendimento da classe trabalhadora do país, a reforma deveria, ao menos, ter sido discutida com a classe, e isso não aconteceu”, explica Adislau Leite, presidente do Sindicato dos Educadores Municipais e membro do comitê.

Do outro lado, o governo trabalha para aprovar a reforma da Previdência no Congresso até o fim de junho. Segundo cálculos do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, apesar do tema ser polêmico, é possível finalizar a tramitação da proposta ainda no primeiro semestre. Já o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, disse que a comissão especial que vai analisar a proposta que trata da reforma da Previdência será instalada na próxima semana. Segundo ele, a proposta deve ser votada na Casa até o meio do ano.

Diante desta situação, segundo Adislau, as manifestações vão se intensificar, pois a intenção da classe trabalhadora é evitar a aprovação da reforma de imediato, e solicitar que o Governo convoque as centrais sindicais para uma conversa. “Da forma que está, nós consideramos que é prejudicial, por isso vamos para o embate e se os nossos representantes políticos no Congresso continuarem aprovando propostas que nos prejudiquem, vamos saber dar a resposta na hora certa”, afirma Adislau.

Quando questionado se o comitê pretende agendar algum encontro com os deputados federais, o presidente do sindicato diz que já foi dado o recado a eles, “uma vez que não querem debater conosco as medidas para a reforma, entendemos que não querem discussão e por isso vamos para rua”, diz. (GS)

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