Serviços de assinatura de streaming entraram em milhões de lares brasileiros e, para algumas pessoas, assistir à TV se tornou sinônimo de “ver Netflix” e ouvir música, “tocar no Spotify”, por exemplo. Na esteira da consolidação desse mercado, outras opções de assinatura de nicho ganham espaço no Brasil e são utilizados por quase dois em cada cinco brasileiros que assinam algum tipo de serviço, segundo levantamento da empresa de fornecimento de softwares executivos Capterra.
Esse mercado é conhecido como “economia de recorrência”, já que envolve pagamentos periódicos. Nos últimos anos, o setor passou por um “boom” e, de 2014 até 2021, as opções saltaram de 300 para cerca de 6.000, segundo levantamento da empresa especialista do setor Betalabs. De olho nesse filão, o Capterra realizou um levantamento sobre como os clientes avaliam os serviços de assinatura e descobriu que 57% dos assinantes pagam mais de R$ 51 por mês — a assinatura de 13% é superior a R$ 111.
“A entrada dos serviços de streaming no Brasil e sua disseminação entre os consumidores podem ter influenciado outras empresas a lançarem seu próprio serviço ou produto dentro do modelo por assinatura. Afinal, para os negócios, a criação de um modelo por assinatura pode garantir um fluxo de caixa mais estável e uma previsibilidade de faturamento”, pontua a analista de conteúdo do Capterra Marcela Gava.
Mais acostumados a transações online durante a pandemia, a maior parte (68%) dos entrevistados que utilizam serviços não tradicionais de assinatura declaram estar confortáveis em armazenar dados de cartão de crédito nas plataformas — a prática é frequente nos serviços, para garantir os pagamentos recorrentes. Ainda mais importante do que a indicação de amigos, a publicidade online é a forma mais comum de os consumidores encontrarem as opções e 74% deles conhece os serviços assim.
Caixas de produtos são as favoritas
Os serviços de assinatura podem ser subscrições baseadas em produtos, como a entrega de caixas com diferentes itens, ou subscrições de serviços, como plataformas de bem-estar, que incluem meditação e atividades físicas, por exemplo, e de aprendizado. Pouco mais da metade dos assinantes de serviços não tradicionais (aqueles além de TV e música), 51%, assinam caixas de produtos.
A analista de conteúdo do Capterra Marcela Gava alerta que é importante que o consumidor consulte as avaliações das empresas no Reclame Aqui e por outras canais disponíveis antes de realizar uma assinatura. “Especificamente no caso das caixas de produtos ou caixas de reabastecimento, que incluem o envio de produtos físicos, os consumidores podem checar avaliações de usuários com o intuito de identificar se a empresa entrega os produtos dentro do prazo estipulado e usando embalagens adequadas”, pondera.
Confira cinco exemplos de clubes de assinatura
1 - Box Petiko
Box Petiko reúne brinquedos e petiscos diferentes para o cachorro todos os meses. Os pacotes começam em R$ 84,90, o mais básico, e vão até R$ 104,90, no plano com petiscos naturais.
2 - Nerd ao Cubo
Todos os meses, o Nerd ao Cubo entrega uma caixa de produtos geek baseado em diferentes temas — como distopias. Os planos vão de R$ 39,90, com uma camiseta de estampa nerd por mês, a R$ 139,90, com produtos baseados em “Star Wars”.
3 - Wine
O Wine entrega dois vinhos por mês. O plano básico custa R$ 69,93 e reúne rótulos mais simples. O mais caro, de até R$ 270,13, entrega vinhos mais sofisticados e de produção limitada.
4 - Clube Passatempo
O Clube Passatempo é para quem gosta de colocar a mão na massa para fazer arte, com materiais e propostas para colorir, pintar e recortar. Os planos vão de R$ 68,90 a R$ 99,99.
5 - Tag - Experiências Literárias
O Tag - Experiência Literárias envia um livro por mês aos assinantes, com direito a uma edição exclusiva da obra e brindes surpresa. São desde livros inéditos a reedições especiais. A taxa para experimentar é R$ 29,90.