Após quatro meses de queda, a confiança dos paulistanos voltou a subir em julho, com alta de 2% ante junho, para 109,5 pontos, segundo o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). A pesquisa verifica a percepção dos consumidores com relação à situação atual e à futura, numa escala de pontuação de zero a 200 – quanto mais próximo do 200, mais otimista é a resposta.
Nessa divisão, os entrevistados apontaram para direções opostas: a percepção quanto à situação presente piorou, mas as expectativas de melhora nos próximos meses aumentaram. O Índice das Condições Econômicas Atuais (Icea) caiu 1,5% na passagem mensal, para 109,2 pontos, enquanto o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) cresceu 4,5%, atingindo os 109,8 pontos.
A sondagem de confiança do consumidor feita pela Fundação Getulio Vargas, divulgada na sexta-feira, 25, também apontou para a melhora do humor em julh o índice teve sua segunda alta consecutiva, com incremento de 3% ante junho, para 106,9 pontos.
Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), em parte, esse aumento pelo segundo mês consecutivo foi influenciado pela Copa do Mundo. A instituição pondera, contudo, que serão necessárias novas altas para reverter o mau humor recente dos brasileiros identificado pelo indicador.
O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a economia, no momento, aumentou 8,8% em julho, indo de 69,6 pontos para 75,7 pontos, melhor resultado desde março passado. A proporção de consumidores que avaliam a situação como boa foi de 14,1% para 16,7%, enquanto a dos que a julgam ruim diminuiu de 44,5% para 41%.
O indicador que mede o grau de otimismo em relação à situação financeira familiar nos próximos meses subiu 1,6%, para 129,1 pontos. A parcela de consumidores projetando melhora foi de 33,9% para 35,2% e a proporção dos que preveem piora caiu de 6,8% para 6,1%.