Uma das cores do mês de abril é o vermelho. A campanha chama a atenção para a prevenção e o controle da hipertensão arterial, uma das doenças crônicas mais comuns e uma das principais portas de entrada para complicações graves como infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doenças renais.
Segundo o médico cardiologista Raelson Batista, a campanha Abril Vermelho reforça a importância da conscientização da população sobre a hipertensão arterial, que muitas vezes evolui de forma silenciosa. “O Abril Vermelho é uma campanha extremamente importante porque chama a atenção da população para uma doença muito comum, muitas vezes silenciosa, mas potencialmente grave”, afirma.

(Foto/Reprodução)
Conforme o especialista, a hipertensão é responsável por grande parte das complicações cardiovasculares e exige atenção constante, tanto na prevenção quanto no diagnóstico precoce.
De acordo com o cardiologista, a hipertensão é conhecida como uma “doença silenciosa” porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas nas fases iniciais. “A pessoa pode estar com a pressão elevada durante meses ou anos sem perceber, enquanto o organismo vai sofrendo lesões progressivas”, explica.
Quando os sintomas aparecem, podem incluir dor de cabeça, tontura, zumbido, visão embaçada, falta de ar e dor no peito, mas o médico reforça que eles não são exclusivos da doença. “A única forma segura de saber é medir a pressão arterial corretamente”, destaca.
Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão, o cardiologista cita excesso de peso, obesidade, sedentarismo, consumo elevado de sal, alimentação ultraprocessada, tabagismo, consumo de álcool, estresse e histórico familiar.
Ele também chama atenção para fatores comportamentais e sociais, como rotina acelerada, má alimentação e baixa prática de atividade física. “O estilo de vida moderno tem papel central no aumento dos casos de hipertensão”, afirma.
Segundo o especialista, hábitos como sedentarismo, ganho de peso, consumo excessivo de alimentos industrializados, álcool e tabaco estão diretamente ligados ao aumento dos diagnósticos. Ele também destaca o impacto do sono e do estresse na saúde cardiovascular. “Dormir mal e viver sob estresse constante contribui para alterações hormonais e pior controle da pressão arterial”, ressalta.
O cardiologista também alerta para o aumento de casos de hipertensão em pessoas mais jovens, incluindo adultos jovens e adolescentes. Segundo ele, o crescimento da obesidade, o sedentarismo e o uso excessivo de telas têm contribuído para esse cenário. “O aumento do excesso de peso na população é um dos fatores mais relevantes. Muitos jovens não medem a pressão regularmente, o que atrasa o diagnóstico”, destaca.