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Conta da Cemig fica 5,21% mais cara a partir de quinta-feira; para a indústria, aumento é de 9,43%

A Cemig está presente em 774 municípios e atende a cerca de 9,8 milhões de unidades consumidora no estado de Minas Gerais

Cinthya Oliveira/O Tempo
Publicado em 26/05/2026 às 20:43
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta terça-feira (26/5), a autorização para o reajuste tarifário anual de 2026 da Cemig, após deliberação realizada nesta tarde. Dessa forma, a conta de luz vai ficar mais cara na maioria das cidades mineiras a partir desta quinta-feira (28/5).

Para os consumidores residenciais, a conta de luz deve ficar 5,21% mais cara. Já para quem usa alta tensão, como as indústrias, o aumento é de 9,43%. O efeito médio para os consumidores é de 6,5%.

O reajuste tarifário foi impactado pelos custos com transmissão e aquisição de energia, além do pagamento dos componentes financeiros referentes ao ciclo tarifário vigente e ao anterior.

A Cemig está presente em 774 municípios e atende a cerca de 9,8 milhões de unidades consumidora no estado de Minas Gerais.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) emitou nota manifestando preocupação com o reajuste tarifário anual aprovado pela Aneel para os consumidores atendidos pela Cemig. Na avaliação da entidade, o impacto é ainda mais preocupante para o setor industrial, diante do aumento de 9,43% nas tarifas de alta tensão.

“Para se ter dimensão do impacto, o reajuste de 9,43% aplicado à alta tensão é mais que o dobro da inflação acumulada no período, que foi de 4,39%. O reajuste médio geral de 6,5% também supera a inflação, sendo cerca de uma vez e meia maior que o índice de preços registrado no mesmo intervalo”, afirma Sérgio Pataca, coordenador da Gerência de Energia da Fiemg.

O presidente da Cemig, Alexandre Ramos, afirmou que a estatal iniciará uma série de ações para reduzir a tarifa de energia em Minas e mitigar o impacto do reajuste anual. Entre as medidas, está em análise uma redução do ICMS cobrado pelo governo do estado na conta de luz. Além do imposto estadual, a conta de energia contém a cobrança do PIS/Cofins (federais) e CIP (municipal).

Fonte: O Tempo.

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