Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) fechou em 0,15% no mês de agosto; para o delegado Leandro dos Santos Sousa, a tendência é que os preços se acomodem
O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), também conhecido como a inflação do aluguel, fechou agosto em 0,15%, mostrando desaceleração, já que a taxa fechou em 0,18% no mês de julho, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Até agosto, o indicador acumula 6,25%. O dado é o mais usado no reajuste dos contratos de locação de aluguéis.
Para o Delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Leandro dos Santos Sousa, o mercado hoje tem muita oferta e a tendência é que os preços se acomodem. “Mesmo que ocorra a queda nos índices de inflação, confiança no país e equilíbrio nas contas públicas, isso é visto de forma natural e tranquila dentro do mercado imobiliário. Quando o imóvel é bom vai continuar tendo seu reajuste e se tiver o contrato vencido terá o nivelamento de mercado. Já aqueles que necessitam de reforma, considerados mais fracos não sofrem as consequências do reajuste”, explicou Leandro.
Por conta da crise financeira, a negociação no valor do aluguel entre proprietário e inquilino é fator preponderante para fechar ou renovar o contrato. De acordo com Leandro, toda transação requer negociação. “Quando a pessoa não negocia, tem que suspeitar dela. Quem tem interesse em fazer qualquer compra, locação, adquirir qualquer outro bem ou serviço, negocia hoje. O mercado está dessa forma porque ocorreu um enxugamento da economia, uma retração e o dinheiro sumiu da praça, sendo assim, as pessoas valorizam mais o próprio dinheiro”, pontua o delegado.
Em Uberaba existem cerca de 3.000 mil imóveis disponíveis para serem alugados. Leandro Dos Santos ressalta que o município não segue a tendência de outras cidades e regiões. “Em Uberaba, a cada seis meses chega uma média de 1.000 novos estudantes. Isso absorve o que a construção civil produziu trazendo para nós um ponto positivo. Quando iniciei no mercado imobiliário era muito pior do que é hoje. As linhas de créditos eram muito mais difíceis e agora só restringiu por conta da inadimplência. Se não houver a inadimplência a máquina funciona por si só”, conclui.