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Controle da hipertensão é um grande desafio para o setor de saúde, afirma cardiologista

Segundo o cardiologista João Lucas O’Connell, somente 1/3 dos hipertensos estão controlados. Isso porque a metade das pessoas portadoras da doença não sabe da própria condição

Publicado em 28/01/2018 às 17:03Atualizado em 16/12/2022 às 06:49
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João Lucas O’Connell afirma que ingerir medicamentos e mudar hábitos de vida são algumas das medidas para quem tem hipertensão e precisa controlá-la

O controle da hipertensão tem sido um grande desafio para o setor da saúde. Segundo o cardiologista João Lucas O’Connell, somente 1/3 dos hipertensos estão controlados. Isso porque a metade das pessoas portadoras da doença não sabe da própria condição. “Infelizmente, muitas pessoas que têm a pressão arterial elevada não sabem que são hipertensas e as que sabem não conseguem fazer um bom controle”, afirma.

O cardiologista pontua que não basta o paciente saber que é hipertenso e tomar a medicação para hipertensão. “A pressão arterial precisa estar no nível aceitável, que seria 12/8 mmHg”, destaca. João Lucas O’Connell diz que, hoje, no Brasil, apenas cerca de 20% das pessoas estão com níveis pressóricos bem controlados.

A hipertensão é uma doença crônica que atinge homens e mulheres de diversas idades. Segundo O’Connell, pequena porcentagem da população nasce com predisposição à doença, mas em 90% dos casos, além da tendência genética, outros fatores do ambiente em que a pessoa vive facilitam o surgimento da hipertensão. Excesso de peso, sedentarismo, coexistência de outras patologias, como diabetes, tabagismo e excesso de álcool, são alguns dos fatores predominantes. “Outros 10% dos casos são ocasionados por doenças nos rins, tireoide e apneia obstrutiva do sono”, destaca. O uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e excesso de cafeína também estão associados à elevação da pressão arterial.

O médico ressalta que a hipertensão é uma doença crônica, mas pode ser controlada. “Há como controlar com medidas não farmacológicas, como perda de peso, prática de exercícios físicos, alimentação saudável ou outras estratégias para lidar com o estresse, mas também são necessárias vigilância contínua e prevenção sempre”, alerta o cardiologista.

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