
Faltam 34 dias para a Copa do Catar e a rua Francisco Bicalho, no bairro Caiçara, região Noroeste de BH, já está toda decorada para mais um Mundial, uma tradição que se repete há 24 anos, desde a Copa de 1998, na França.
O asfalto foi pintado com a bandeira do Brasil e o brasão da CBF. No alto, tiras plásticas minuciosamente recortadas à mão colorem de verde e amarelo a via do tradicional bairro da capital por cerca de 80 m. No caminho, os meio-fios e postes também foram pintados com as cores da bandeira brasileira.
Concurso é incentivo extra
Neste ano, a novidade é que a decoração de Copa do Mundo da Francisco Bicalho participa de um concurso nacional, promovido pela Ambev e a marca de tintas Lukscolor, que irá escolher e premiar as 3 ruas mais bem enfeitadas do Brasil para a Copa do Catar.
A rua vencedora irá receber como prêmio um kit com telão, equipamento de som, cadeiras, além de 50 packs de cerveja, além de um bandeirão personalizado. O segundo lugar terá o kit com telão e as cervejas e a terceira rua selecionada pelo concurso, receberá as bebidas como brinde.
Convite feito
Todas as participações serão avaliadas por uma comissão composta por membros da empresa promotora do concurso. O resultado será divulgado no site da Brahma em até 10 dias após o término da apuração, prevista para o dia 10 de novembro.
“É uma tradição que tem se perdido e a gente quer levar isso para as pessoas, de poder enfeitar suas ruas também", incetiva Júlio César Silva Freitas, um dos responsáveis por manter a tradição de mais de duas décadas na rua Francisco Bicalho.
"Estamos disputando esse prêmio, mas o importante mesmo é a bagunça, reunir o pessoal do bairro aqui para assistir aos jogos do Brasil e fazer uma festa super legal. Quem não for do bairro e quiser vir, também será super bem-vindo”, completou Freitas.
Ideia foi promessa paga
Freitas conta que a ideia partiu de uma promessa feita pelo pai dele, o comerciante Zelino Correia de Freitas, que reside na Francisco Bicalho e também possui um depósito de materiais de construção no endereço.
“A gente sempre gostou muito de futebol. Meu pai teve essa ideia com meu tio. A promessa que eles iriam pintar a rua se o Brasil ganhasse a Copa de 94", revela Freitas.
Freitas trabalha na loja do pai, até a Copa de 2018, a turma pintava a rua por conta própria gastando, em média, de 6 a 9 latas de tinta. "Neste ano, participando do concurso, recebemos 32 latas de tinta. Isso favoreceu para que a gente pudesse enfeitar a rua ainda mais”, disse.
Eleições em tempos de Copa
O filho do idealizador da tradição na rua Francisco Bicalho lamentou o fato de a Copa do Catar ter coincidido com o período das eleições no Brasil. Em um dos acessos da via, foi estendida uma faixa para deixar claro que a decoração não é uma manifestação política.
“Infelizmente a gente vive um tempo difícil. Isso aqui não é uma manifestação politica, é algo específico de decoração para a Copa do Mundo. Por isso fizemos uma faixa, para deixar isso bem claro para quem passar pela rua”, ressaltou Freitas.
Trabalho registrado no Insta
Quem quiser acompanhar como foi feito o trabalho voluntário de pintura e enfeite da via pode conferir pela #galeradafranciscobicalho no Instagram.
“Estamos mostrando tudo, o dia a dia da gente pintando a rua, de madrugada, a união de todos para deixar ela bem bacana, desde o dia zero. Neste fim de semana, faremos a filmagem para a campanha do concurso”, disse Freitas com entusiasmo.