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Corte da gasolina é anunciado pela Petrobras; veja os preços em Uberaba

Redução de 5,2% vale para distribuidoras a partir desta terça (27); Procon aponta gasolina comum em R$ 6,00 e etanol em alta na cidade

Joanna Prata
Publicado em 27/01/2026 às 08:54Atualizado em 27/01/2026 às 13:19
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O anúncio da Petrobras de redução de 5,2% no preço da gasolina, válido a partir desta terça-feira (27), chega às bombas em um cenário ainda pressionado pelo aumento do ICMS, que passou a vigorar em 1º de janeiro, e pelas incertezas do mercado internacional de petróleo. Em Uberaba, levantamento do Procon Municipal mostra que, apesar do corte nas refinarias, os preços médios dos combustíveis seguem com oscilações, refletindo a combinação de fatores tributários, sazonais e externos. 

De acordo com o levantamento realizado em mais de 50 postos da cidade, o preço médio da gasolina comum passou de R$ 5,92 no início de dezembro para R$ 6,03 no começo de janeiro, recuando levemente para R$ 6,00 na pesquisa mais recente, feita em 21 de janeiro. A gasolina aditivada seguiu trajetória semelhante, saindo de R$ 6,15 para R$ 6,34, com leve queda para R$ 6,33. Já o diesel e o diesel S-10 também apresentaram pequenas variações, mantendo relativa estabilidade nas últimas semanas.  

O movimento ocorre em meio à elevação do ICMS sobre os combustíveis, que entrou em vigor em 1º de janeiro. No caso do diesel e do biodiesel, a alíquota subiu R$ 0,05 por litro, enquanto o imposto representa hoje cerca de 23,7% do preço final da gasolina. Esse aumento tributário passou a ser sentido diretamente no bolso do consumidor, limitando o impacto imediato de eventuais reduções promovidas pelas refinarias.  

Outro destaque do levantamento em Uberaba é o comportamento do etanol, que apresentou alta contínua no período analisado, passando de R$ 4,16 em dezembro para R$ 4,44 em janeiro. A elevação está associada à entressafra da cana-de-açúcar, quando a oferta do biocombustível diminui justamente em um período de maior demanda, impulsionado pelas férias e pelo aumento das viagens, pressionando os preços nas bombas.  

A decisão da Petrobras de reduzir apenas o preço da gasolina também tem como objetivo manter a competitividade do combustível frente ao etanol, ao menos até o início da próxima safra, prevista para abril. Já o diesel permanece sem reajustes desde maio de 2025, em um cenário considerado mais complexo, já que o Brasil depende mais da importação desse combustível e enfrenta incertezas no mercado internacional.  

No exterior, o preço do petróleo tem registrado quedas recentes, influenciado por expectativas de excesso de oferta, aumento de exportações de países como a Venezuela e pelas discussões em torno da próxima reunião da Opep+. Eventos climáticos extremos nos Estados Unidos também têm sido monitorados pelo mercado, contribuindo para a volatilidade das cotações.   

Em um panorama mais amplo, 2025 foi marcado por relativa estabilidade nos preços dos combustíveis no Brasil, com exceção do etanol, que liderou as altas do setor no ano. Segundo dados do mercado, a gasolina teve variação discreta ao longo do período, enquanto o diesel apresentou leve recuo. Ainda assim, especialistas avaliam que fatores fiscais, sazonais e geopolíticos continuarão a influenciar os preços ao longo de 2026, exigindo atenção constante dos consumidores e dos órgãos de fiscalização.

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