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Cresce o número de instalações de portarias virtuais em São Paulo

Publicado em 11/02/2022 às 15:05Atualizado em 19/12/2022 às 00:00
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A portaria virtual ou portaria remota, também chamada de porteiro eletrônico, tem sido uma saída nos condomínios paulistanos e, conforme dados fornecidos pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), a expansão das instalações foi de 60% até o último censo, em 2021. São 55 empresas de portaria remota em São Paulo. 

De acordo com Pedro  Dias, do portal Guia da Portaria Remota, os custos da portaria virtual são 70% menores que os apurados onde o serviço ainda é prestado pelo tradicional porteiro. O sistema remoto é operado por uma central eletrônica para controle dos acessos ao edifício e é significativamente menos oneroso que o operado pela presença humana, que envolve as regras e custos trabalhistas muitas vezes pesados numa despesa geral. 

Esse modelo de portaria tecnológica necessita de uma internet muito mais rápida que a que se tinha antigamente, o que agora é viável para essa realidade de atendimento. O condômino envia um QRCode para o aparelho celular de quem ele vai receber em casa e a entrada é checada e liberada eletronicamente pela central, com registro por imagem de todos os acessos, tanto de veículos quanto de pessoas, às dependências do prédio. 

E quais seriam as vantagens e desvantagens de um sistema de portaria virtual? Síndicos e administradores de condomínio concordam que as vantagens se referem a: há mais segurança, por conta do cadastramento de moradores e seus relacionados e checagem eletrônica, o custo é mais baixo, porque não existe demanda salarial com porteiro físico, e o funcionamento é ininterrupto 24h, inclusive para receber correspondências e encomendas. Além do mais, moradores mencionam mais privacidade para receber pessoas em casa, o que, para muitos, é uma imensa e implacável vantagem para quem costuma e deseja levar uma vida mais discreta, mais reservada. 

Com relação às desvantagens, é preciso dizer que, como todo sistema operacional dependendente de boa tecnologia, quedas de energia e bugs podem atrapalhar no desempenho da portaria remota e causar transtornos diários, cotidianos, em caso de não se ter o chamado sistema no break, e isso faz com que a portaria eletrônica não seja recomendada para condomínios compostos por mais de 40 unidades. 

Síndicos e administradores acabam ficando sobrecarregados para resolver problemas que não ocorreriam com o porteiro presencial e passa-se a achar que o barato sai caro, relatam alguns deles. 

E ainda existem desafios. O delivery de encomendas é o que tem se mostrado o mais complicado deles para quem pretende investir em uma portaria virtual e deixar o porteiro presencial de lado. A presença de um zelador ainda se faz necessária e ele necessita estar conectado à portaria o tempo todo, o que significa que: o ideal é que o condomínio possua wi-fi com a disponibilização de um ramal VoIP (Voz sobre Protocolo de Internet), para o caso de não haver instalados os chamados armários eletrônicos. 

Condôminos que se sentem mais familiarizados com internet e tecnologia podem optar pelo uso dos armários eletrônicos, também conhecidos como armários inteligentes. Ao chegar ao edifício, o entregador das encomendas acessa uma tela, escolhe o apartamento e um tamanho de porta, que possui sensores, para entregar o pacote. O morador recebe uma notificação por um QR Code que autoriza a abertura da porta. 

A cidade de São Paulo parece ter se engajado na luta por descomplicar uma vida já tão cara e corrida. Esse sistema de porteiro eletrônico parece ter vindo para ficar e ajudar nisso aí.

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