Somente em Minas Gerais, 13.258 famílias retornaram ao programa
Dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) mostram que mais de 143 mil famílias retornaram ao Bolsa Família em 2017. O motivo desse retorno seria o aumento da taxa de desemprego provocado pela forte crise econômica que se instalou no Brasil. A fila de espera também cresceu, apesar de ter sido zerada nos meses de janeiro e fevereiro, aumentando gradativamente, e agora são 525 mil famílias aguardando o benefício.
O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, informou ao jornal Valor que pretende acabar com a espera ainda em agosto. Mesmo com a restrição orçamentária do governo federal, o ministério teria capital suficiente para atender esse público. Já o secretário-executivo do ministério, Alberto Beltrame, também explicou à publicação que o agravamento da economiza fez com que muitas famílias regressassem ao benefício.
Mesmo com a procura em alta, a quantidade de benefícios caiu. No mês de julho 12,7 milhões de famílias foram atendidas. No fim de 2016, o número era de 13,57 milhões. Ainda conforme Beltrame, a diminuição está relacionada à maior fiscalização e ao cruzamento de dados dos beneficiários. Em um ano, 2,8 milhões de famílias do programa foram excluídas após o início da nova metodologia. A maioria, segundo Alberto, por conta de subdeclaração ou omissão de renda.
De acordo com os dados, das 143.866 famílias que retornaram ao programa este ano, 20.458 estão no Estado de São Paulo; 16.781 na Bahia; 13.258 em Minas Gerais; 11.973 em Pernambuco. Os dados estão mais baixos do que os apurados em 2015 e 2016.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social, com informações do Jornal Valor Econômico