Fot Divulgação/Detran
Resolução publicada nesta segunda-feira (21) no diário oficial da união (DOU), prevê a exigência, por meio do Conselho Nacional de Trânsito, do uso de simulador de direção nos cursos de formação de condutores. A decisão vale para todo o País e passa a ser cobrada a partir do dia 31 de dezembro deste ano.
A exigência do equipamento nos cursos das autoescolas já foi exigida antes, pelo órgão, mas devido a dificuldades de atendimento de demandas de fabricantes e adaptações nas credenciadas pelo Detran, havia sido prorrogada. Agora ela volta a pedido dos Detrans de todos os estados brasileiros. Caso passe a valer no prazo determinado, os alunos deverão substituir 5 horas das aulas de direção por simulação no equipamento.
A decisão enfrentou duras críticas por parte de proprietários de autoescolas na primeira vez que foi proposta. Fora o software utilizado na máquina, o novo apetrecho custa em torno de R$ 40 mil, valor que ultrapassa o preço de um carro. Ainda assim, as escolas ainda enfrentam dificuldades em adquirir a máquina, devido ao número de fábricas que fornecem o produto.
O proprietário de uma autoescola na cidade, Íris Rezende, explica que o simulador pode sim ser benéfico para alguns alunos, uma vez que ajuda a superar dificuldades no início do aprendizado da prática, no entanto a aplicação da forma de ensino ainda é muito defasada no pais. “Os donos de autoescolas estão desacreditados, pois o governo propôs e suspendeu a obrigatoriedade, isso fez com que muitos comprassem o produto, mas que acabaram não sendo utilizados. Os fabricantes também não estão confiantes na medida que gera certa desconfiança, podendo ser adiada novamente e o empresário perder o investimento”, disse.
A resolução publicada pelo Contran é a segunda a enfrentar problemas em sua implantação. Outra, também lembrada pelos donos de autoescolas que já foi adiada três vezes é a obrigatoriedade do uso do novo extintor ABC que deveria ser obrigatório no fim do ano passado. O acesso ao produto também apresenta dificuldades, uma vez que as fábricas não atendem à demanda.