Mediação transforma agressão em respeito e ajuda alunos a dar a volta por cima
O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola é celebrado anualmente no dia 7 de abril. O bullying acontece de forma velada e com grande poder destrutivo, pois fere a “área mais preciosa, íntima e inviolável do ser – a alma”, afirma a pedagoga, doutora em Educação, pesquisadora de renome nacional e internacional no tema, professora Cléo Fante.
Atenta ao problema, desde 2012, a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) desenvolve o projeto Mediação de Conflitos no Ambiente Escolar (Mesc) em escolas estaduais. Crianças e adolescentes vítimas de bullying encontram na escola um ambiente mais hostil, onde a prática desse tipo de violência é reforçada, segundo estudo realizado em 2018 pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
Combate ao Bullying
O Dia Nacional de Combate ao Bullying busca conscientizar sobre a prática, cuja ação maléfica pode provocar enormes traumas aos envolvidos, causando doenças psicossomáticas, transtornos mentais e psicopatologias graves, além de estimular a delinquência e o abuso de drogas.
O relatório “Unicef - An Everyday Lesson: #ENDviolence in Schools” que, em tradução livre para o português significa “Uma lição diária: Pelo fim da violência nas escolas”, afirma que a violência entre colegas ocupa um papel dominante na educação de jovens em todo o mundo. A agressão sofrida no ambiente escolar, física ou psicológica, tem impacto na aprendizagem e no bem-estar dos estudantes, independentemente de residirem em países pobres ou ricos.
No Brasil, um em cada 10 estudantes brasileiros é vítima de bullying. O dado foi divulgado em abril de 2017 pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Quando se trata de cyberbullying, o país tem o segundo maior índice de pais e mães que dizem que seus filhos já foram vítimas de bullying na internet.
Realizada em 2018 pelo Instituto Ipsos, a pesquisa constatou que o Brasil em que 29% dos entrevistados relataram problemas de violência virtual, só fica atrás da Índia, que tem índice de 37%.