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Defesa de agressor de Bolsonaro protocola laudo médico na Justiça Federal

Relatório complementar feito por perito particular converge com o laudo oficial, diz defesa

Publicado em 12/03/2019 às 14:50Atualizado em 17/12/2022 às 18:56
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Foto/Divulgação

Adélio Bispo de Oliveira foi preso na tarde de 6 de setembro, logo após esfaquear o então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), que fazia campanha eleitoral em Juiz de Fora

Representantes da defesa de Adélio Bispo de Oliveira, agressor confesso do presidente Jair Bolsonaro (PSL), protocolaram novo laudo complementar na Justiça Federal em Juiz de Fora nesta terça-feira. Segundo seus procuradores, o documento atesta a insanidade mental do cliente, preso em setembro do ano passado, após atentado ao então candidato. 

O documento foi elaborado por perito particular a pedido da defesa. Segundo os advogados, o exame feito em outubro de 2018 foi uma consulta para ter parecer técnico da presença de distúrbio mental, justificando o pedido de exame à Justiça. 

Quem assina o documento é o médico psiquiatra Hewdy Lobo, responsável pelo exame complementar. Segundo a defesa, o laudo protocolado pela defesa converge com o oficial. A ação penal tramita na 3ª Vara Federaj de Juiz de Fora, em sigilo. 

Laudo oficial. Laudo assinado por peritos indicados pela Justiça Federal aponta que Adélio Bispo de Oliveira sofre de uma doença mental. Segundo o documento, o agressor é inimputável, ou seja, não poderá ser punido criminalmente pelo fato. A Justiça Federal aceitou denúncia contra Adélio por prática de atentado pessoal por inconformismo político, mas, mesmo ele tendo se tornado réu, a Justiça não pode julgar o caso. Adélio Bispo está preso desde o dia do crime, em 6 de setembro de 2018. A doença apontada pelo documento é transtorno delirante permanente paranoia. Segundo o laudo, ainda, Bispo afirmou em entrevistas com psicólogos e psiquiatras que não cumpriu sua missão e que iria matar o presidente assim que saísse da cadeia. 

Facção. Vale lembrar que a Polícia Federal apura possível interesse do Primeiro Comando da Capital (PCC) no atentado em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi vítima, em setembro do ano passado durante a campanha eleitoral. A corporação mostrou a Bolsonaro áudios atribuídos à facção criminosa, captadas pelo setor de inteligência. Eles sustentam uma das linhas de investigação de inquérito que apura se Adélio Bispo, o autor da facada, agiu a mando de alguém.  

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