GERAL

Deputados mineiros recebem R$ 51 mi antes da votação contra Temer

Bancada mineira é contemplada com a quarta maior liberação de emendas parlamentares neste mês; Câmara vota hoje nova denúncia da PGR

Publicado em 25/10/2017 às 15:07Atualizado em 16/12/2022 às 09:34
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 Câmara dos Deputados Federais decide nesta quarta-feira (25) se o presidente Michel Temer (PMDB) deve ser afastado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou não. Denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o peemedebista de obstrução da Justiça e organização criminosa. Parlamentares vão a plenário votar sobre o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB/MG), aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que pediu o arquivamento da denúncia da PGR.

Na última semana, Temer e sua equipe intensificaram o corpo a corpo com os deputados, contando com a presença pessoal do presidente, inclusive, para negociar cargos e liberar emendas parlamentares no intuito de livrar Temer novamente das acusações. Neste mês já foram liberados R$ 687 milhões por meio de emendas. Destes, R$ 50,9 milhões atenderam deputados mineiros, que formam a quarta bancada que mais conseguiu liberar recursos antes da votação de hoje.

Para que o presidente seja julgado pelo STF são necessários 342 votos dos 513 deputados. Contudo, na avaliação dos parlamentares da base aliada e também da oposição, o Planalto acumula votos suficientes para evitar o afastamento do presidente. Enquanto membros do governo trabalham para conseguir pelo menos 263 votos favoráveis a Temer, oposição tenta o adiamento da votação.

A menos de um ano para as eleições de 2018, garantir verbas por meio de emendas é fundamental para deputados em busca de apoio de prefeitos e lideranças locais. Isso porque, segundo lei aprovada em 2015, as emendas são impositivas, o que significa que o governo tem, necessariamente, que liberar recursos para atender deputados e senadores. Contudo, cabe ao próprio governo analisar cronograma de liberações, podendo priorizar determinadas emendas e atrasar o pagamento de outras.

Vale lembrar que a bancada mineira é a segunda maior na Câmara e foi também a mais fiel ao presidente Temer na votação da primeira denúncia; além disso, os parlamentares mineiros foram os campeões em votos para o Presidente no parecer aprovado na CCJ. Apesar de Temer não ter atendido à demanda da bancada para impedir o leilão de usinas da Cemig, não ter participado de nenhuma agenda no estado desde que tomou posse e de nenhum mineiro fazer parte do primeiro escalão do governo, os edis mineiros devem manter a fidelidade ao presidente na votação de hoje.

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