GERAL

Desaparecido carro de Lindoval

Até ontem a polícia de Uberaba ainda não tinha localizado o Monza vinho, que o mestre de obra Lindoval Jesus Pereira usava quando da morte...

Gislene Martins
gislene@jmonline.com.br
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:34
Compartilhar

Até ontem a polícia de Uberaba ainda não tinha localizado o Monza vinho, que o mestre de obra Lindoval Jesus Pereira usava quando da morte da estudante de medicina Virlânea Augusta de Lima, em crime atribuído a “Lindo”, como o réu é conhecido. Policiais civis trabalhavam desde sábado (21) na tentativa de localizar o carro. Ontem, o juiz do processo determinou a expedição do mandado de busca e apreensão do veículo.

Já se sabe que o carro que deve ser recolhido como sendo uma das provas no processo que apura o envolvimento do mestre de obras foi vendido por ele. O comprador seria Celso Sivani, amigo do réu, que teria pago R$ 6.000,00 pelo veículo, que a promotoria deseja reverter para a família da vítima, à titulo de indenização por dano moral.

Ainda sobre o crime, no depoimento foi a primeira vez que Lindoval deu sua versão para os fatos, mantendo coerência no relato e sem externar nervosismo ou qualquer tipo de emoção. O baiano que trocou Eunápolis por Uberaba, após serviço na construção civil em Delta, há quinze anos, revelou na justiça os problemas que teve durante seu casamento. Do seu relacionamento com a esposa, com  quem teve dois filhos, afirmou que  brigavam muito. Revelou também que, por conta dessas discussões, a polícia esteve na residência do casal por três vezes. Aliás, a separação entre eles seria em razão das brigas.

Já separado da esposa, Lindoval teria namorado pessoa que identificou apenas como Leni, em relacionamento que durou quatro meses. Só então começou a se relacionar com Virlânea, o que teria ocorrido em 2002, declarou. O namoro com a vítima teria durado cerca de cinco anos. Na época, ela já havia feito dois vestibulares para Medicina, sendo aprovada no terceiro, quando já namoravam. Acrescentou que antes de entrar na faculdade Virlânea tinha dificuldades financeiras, e ele chegou a pagar aula particular com uma professora de português. Outras vezes lhe ajudou dando vale-transporte de presente, enquanto os livros ela conseguia na biblioteca.

Há dois anos, afirmou o réu, ele rompeu o namoro com a vítima, mas mantiveram a amizade, chegando a sair juntos para shows, lanchonetes e exposições, pois teriam mantido a amizade.

Calculou ainda que sete meses antes da morte de Virlânea, ele se reaproximou de sua antiga namorada Leni, com quem estaria se relacionamento até hoje. Já dois meses antes, Virlânea foi até a casa do mestre de obras acompanhada da irmã Daniele, quando esta o questionou para saber se ele pretendia reatar o namoro com sua irmã. Naquela oportunidade, ele teria dito que estava namorando Leni, teria incentivado a vítima a prosseguir nos estudos, bem como teria dito que não se importava que ela se formasse e mudasse de condição social.

Quanto ao fato de não participar dos eventos realizados pelos estudantes, colegas da então namorada, disse que não gostava e que também soube que Virlânea se envolveu emocionalmente com uma colega dela, quando ele já namorava outra pessoa. Completou afirmando que nunca discutiu com a vítima e que nunca brigaram.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por