
(Foto/Reprodução)
O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. Um dos nomes conhecidos do axé music brasileiro, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer do sistema linfático, há mais de um ano.
A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa do cantor, que lamentou a perda e destacou a trajetória do artista, marcada pela música, pela alegria e pela conexão com o público.
Segundo as informações divulgadas, o quadro de saúde de Netinho evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
A equipe informou ainda que, conforme o desejo do cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, restritos a familiares e amigos próximos.
Trajetória marcada pelo axé
Natural de Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, Netinho se mudou para Salvador aos 10 anos. Foi na capital baiana que teve contato com a música e iniciou sua trajetória artística.
Em 1988, estreou como vocalista da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador. O sucesso nacional veio com a música “Beijo na Boca”, seguida por outras canções que marcaram sua carreira, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”.
O maior destaque, porém, veio com “Milla”, lançada em 1996. A música se tornou um dos grandes sucessos do axé e passou a fazer parte do repertório tradicional de festas e carnavais pelo país.
Três anos antes, o cantor havia iniciado sua carreira solo, consolidando seu nome entre os artistas populares do gênero.
Luta contra o câncer
Netinho vinha compartilhando informações sobre o tratamento nas redes sociais. O cantor enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, doença que afeta o sistema linfático, responsável por parte da defesa imunológica do organismo.
A assessoria destacou que o artista deixa um legado musical e lembranças para os fãs que acompanharam sua trajetória ao longo de décadas.