Magid Nauef Láuar, desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), afastado das funções na 9ª Câmara Criminal, continuará recebendo o salário integral de R$ 41.845,49 enquanto responde a processo administrativo. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta sexta-feira (27).
Entenda o caso: CNJ determina 'afastamento imediato' de desembargador após denúncias de violência sexual
O afastamento do magistrado ocorre após denúncias de assédio sexual e repercussão de um caso em que Láuar, como relator, absolveu um homem de 35 anos acusado de manter relação sexual com uma menina de 12 anos. Inicialmente, o desembargador havia fundamentado a absolvição no “vínculo afetivo” entre réu e vítima, mas depois admitiu erro e determinou a prisão do acusado.
Segundo o CNJ, o pagamento do subsídio integral segue a Resolução nº 135, de 13 de julho de 2011, que assegura o salário durante o período de investigação administrativa. Caso a apuração confirme irregularidades graves, Láuar pode ser aposentado compulsoriamente, com vencimentos proporcionais.
O TJMG informou que, durante o afastamento, outro magistrado de primeiro grau será convocado para substituir Láuar na relatoria dos processos e garantir a continuidade dos julgamentos na 9ª Câmara Criminal.