Presidente do CDL, Fúlvio Ferreira, aponta o fechamento dos postos de trabalho como o principal fator da crise nas vendas
Queda no volume de vendas do comércio varejista em 2015 está relacionada ao desemprego, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Fúlvio Ferreira. Dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram queda de 4,3%, a maior desde o início da série histórica, em 2001.
“O IBGE mostrou o que vivenciamos ao longo do ano. Cada dia que passava, o poder aquisitivo do consumidor reduzia e isso está atrelado às demissões. No ano passado muitas pessoas perderam o emprego. Na verdade, foram postos de trabalho que foram fechados, as empresas demitiram, mas não contrataram outros funcionários, isso porque estão vendendo menos”, explica o presidente.
Os segmentos que registraram a maior queda foram de móveis e eletrodomésticos (-14%). Neste sentido, vale ressaltar que em anos anteriores houve corte do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) sobre os móveis, eletrodomésticos, e outros produtos, o que provavelmente impulsionou a compra, e depois em 2015, o IPI foi inserido novamente, gerando redução.
“Pode sim ter uma relação para que estes segmentos tenham registrado a maior queda. Mas o grande motivo, sem dúvida nenhuma, é a queda do poder aquisitivo e no número de pessoas trabalhando, ganhando”, afirma Fúlvio.
Sendo assim, para evitar que os números negativos voltem a aparecer em 2016, Fúlvio explica que é preciso mudanças no governo para que os empresários e consumidores voltem a ter expectativas. Já para os comerciantes, é preciso ser criativo e mais trabalho, assim como para os trabalhadores, que devem mostrar competência para evitar a demissão.