O comércio varejista mineiro encerrou o Dia das Mães de 2026 com avaliação positiva nas vendas. Levantamento divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) aponta que 71,3% das empresas participantes registraram resultados iguais ou melhores em comparação com o mesmo período do ano passado. A maioria dos empresários entrevistados também afirmou ter alcançado as expectativas previstas para a data, considerada a segunda mais importante do varejo, atrás apenas do Natal.
Segundo o estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa & Inteligência da Fecomércio MG, entre as empresas que tiveram crescimento nas vendas, 72,5% registraram aumento médio de até 25% no faturamento durante o período. Já entre os empresários que perceberam queda nas vendas, o impacto também ficou concentrado em variações de até 25%.
As roupas lideraram a preferência dos consumidores, sendo apontadas como os produtos mais vendidos por 18,1% das empresas entrevistadas. Em seguida aparecem bebidas (11,7%), outros alimentos (10,6%), calçados (7,4%) e cosméticos (5,9%).
O levantamento também mostra que os presentes tiveram papel central nas vendas. Em 60,6% das empresas ouvidas, os produtos comercializados estavam ligados diretamente à categoria de presentes. Dentro desse grupo, roupas representaram 29,8% das compras, seguidas por calçados (12,3%) e cosméticos (9,6%).
Nos segmentos alimentícios, o destaque ficou para produtos utilizados em comemorações familiares, principalmente bebidas e alimentos em geral. Segundo a pesquisa, 37,3% das empresas do setor registraram maior procura por bebidas e 33,9% por outros alimentos.
Mesmo após o Dia das Mães, parte do comércio ainda espera movimentação relacionada à data. Conforme o levantamento, 43,6% das empresas acreditam que ainda haverá consumidores em busca de presentes para as mães nos próximos dias. Já 55,8% avaliam que as compras relacionadas à data já foram encerradas.
A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 12 de maio de 2026, com 188 empresas do comércio varejista de diversas regiões de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro. O estudo ouviu empresários de setores ligados ao varejo, alimentação, serviços e turismo.