A Organização Mundial da Saúde revela que hoje a doença de Alzheimer está incluída entre os maiores problemas mundiais de saúde
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Dia 21 de setembro é considerado o Dia Mundial do Alzheimer, uma doença que apresenta estágio inicial silencioso. Segundo dados do Instituto Alzheimer Brasil, mais de 1,3 milhão de pessoas são portadoras da doença no país. A enfermidade, ainda sem cura, atinge principalmente idosos a partir dos 65 anos e o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.
Ainda segundo o Instituto, o risco torna-se maior em mulheres e o fator hereditariedade nos casos de Alzheimer em pessoas com menos de 65 é fortemente considerado. A intensidade e a velocidade do agravamento da doença podem variar de pessoa para pessoa.
A Organização Mundial da Saúde revela que hoje a doença de Alzheimer está incluída entre os maiores problemas mundiais de saúde. Ainda segundo a OMS, até 2050 a doença afetará uma em cada 85 pessoas. O diagnóstico é confirmado com exames que avaliam o comportamento e a capacidade de raciocínio do indivíduo, enquanto os sintomas são invisíveis, sendo o mais comum a perda de memória.
De acordo com Rosângela Pereira, coordenadora da Sub-regional Uberaba, da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), antes de esquecer as coisas, a pessoa começa com uma mudança radical de comportamento. “Uma pessoa recatada começa a se comportar de forma diferente e, dentro da família, essas mudanças causam incômodo. Como é um processo sequente, que não para por ser uma doença degenerativa, a tendência de agravamento dos sintomas, a ponto de a pessoa não dar conta de se alimentar sozinha. Normalmente, ela não reconhece mais a família ou sai de casa e não consegue voltar. São as fases que vão acontecendo com o portador de Alzheimer”, explica a coordenadora.
Segundo Rosângela, que teve um caso da doença na família, as medicações de hoje em dia são excelentes, pois são menos agressivas ao organismo, o que tem colaborado para que a pessoa com Alzheimer possa ter, na medida do possível, melhor qualidade de vida. “A doença não mata, como muitos pensam. Por afetar mais o cérebro, que comanda o corpo, ela vai degenerando fisicamente os órgãos, que vão se enfraquecendo com o envelhecimento natural do corpo”, enfatiza.
É preciso entender que cada caso é específico – não se pode generalizar – e o paciente deve ser avaliado por uma equipe multiprofissional, pois cada fase ou estágio do desenvolvimento da doença requer acompanhamento e um tipo de atuação, daí a importância da avaliação. As terapias podem ajudar a manter a qualidade de vida do paciente. Portanto, são recomendadas atividades físicas, como natação, hidroginástica, estimulação cognitiva e assim sucessivamente, de acordo com o estágio de evolução da doença.