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Diálogo e autoaceitação podem ajudar no tratamento contra o HIV/AIDS

Segunda especialista, falar sobre a doença é o caminho para ressignificar o diagnóstico

Publicado em 17/12/2021 às 13:15Atualizado em 19/12/2022 às 00:49
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A doença é antiga, mas nem por isso deixou de ser uma preocupação das autoridades em saúde. Este mês de dezembro, lembra, mais uma vez, por meio da cor vermelha, a presença do Vírus da Imunodeficiência Humana – HIV, vírus da Aids, na sociedade. Ele ainda é a causa da morte de muitos brasileiros, segundo o último levantamento do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde de 2020, que apontou 10.417 óbitos. O caminho para a diminuição destes números, passa, segundo alguns especialistas, pelo acompanhamento psicológico, aliado ao diálogo aberto sobre o assunto, e claro, tratamento clínico adequado.

Para a psicóloga do Sistema Hapvida/RN Saúde, Ivana Teles, a falta de conhecimento e diálogo por parte da sociedade, ainda são uma barreira para o diagnóstico e tratamento, além de serem fatores decisivos na saúde psicológica do paciente. “É um tema que gera muito tabu, principalmente por conta de crenças antigas e limitantes sobre a forma de contágio, efeitos e tratamento. Para quem tem esse diagnóstico, isso acaba sendo uma fonte intensa de adoecimento emocional”, destaca a especialista.

O aspecto psicológico durante o tratamento da doença é considerado essencial para a saúde do paciente, uma vez que pode trazer interferências bioquímicas que impactam no organismo. Para a especialista, o acompanhamento especializado é um aliado na qualidade de vida. “Por conta do preconceito, muitas pessoas preferem não falar sobre o assunto, e isso acaba trazendo mais angústia, tristeza, preocupação e ansiedade. À medida em que o paciente não fala, isso vai gerando uma situação estressora. Então, falar, mesmo que seja no consultório, acaba sendo uma ferramenta fundamental”.

A especialista reforça ainda que verbalizar o diagnóstico, com a ajuda de um profissional, pode representar um salto na qualidade de vida, amadurecimento pessoal, além de possibilitar a ressignificação da doença. “Se permita falar sobre ela com amigos e familiares. Isso vai possibilitar a autoaceitação desse diagnóstico, para que se possa aprender a conviver com ele, conhecendo melhor a doença, a forma de condução e de tratamento. São pontos importantes, mas que muitas vezes ficam em segundo plano pelo simples medo de lidar com essa nova realidade”, esclarece Ivana.

Para além das orientações ao paciente, a psicóloga chama a atenção para a importância do envolvimento da sociedade, em assumir uma postura acolhedora. “Não julgue. A gente sabe que esse comportamento em nada ajuda, muito pelo contrário, ele só atrapalha. Vamos trabalhar o acolhimento e a verdadeira empatia com o próximo”, finaliza.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 7,4 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, Grupo Promed, Premium Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 38 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 48 hospitais, 203 clínicas médicas, 49 prontos atendimentos, 176 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

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