GERAL

Dirigentes classistas acreditam em manifestação pacífica

Na opinião de Miguel Faria, presidente da CDL Uberaba, a necessidade deste tipo de movimento demonstra claramente o inconformismo

Thassiana Macedo
Publicado em 15/03/2015 às 14:50Atualizado em 17/12/2022 às 01:00
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Dirigentes de entidades apostam na realização de uma manifestação pacífica, como ocorreu há cerca de dois anos, já que ela reflete o descontentamento da população quanto à maneira como o governo vem conduzindo as decisões no país. Para o presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto, trata-se de uma manifestação legítima, desde que os protestos continuem sendo de maneira ordeira. “Sem vandalismo e sem quebra-quebra, vamos dar uma demonstração de democracia, pois as pessoas têm o direito de expressar o seu descontentamento com a situação que estamos vivendo no país hoje. Já tivemos exemplo disso, mas a demonstração de insatisfação provocou uma reação, até certo ponto, positiva. Nós acreditamos que isso deva acontecer novamente, mostrando que a população deseja e espera algumas mudanças”, avalia.

Manoel Neto destaca que só há uma maneira de mudar e é dizendo e demonstrando que não concordamos com a situação. “Em curto prazo, acredito que não tenhamos alguma modificação expressiva, mas em médio e longo prazos é possível termos mudanças que são tão necessárias e que de repente possamos começar a senti-las no futuro”, ressalta.

Na opinião de Miguel Faria, presidente da CDL Uberaba, a necessidade deste tipo de movimento demonstra claramente o inconformismo da população com o mercado e com a classe política do país. “A preocupação é de que algumas pessoas aproveitem do movimento para praticar vandalismo, principalmente contra a integridade do comércio. Já vimos isto em manifestações pelo país e a classe que mais perdeu fomos nós. Vejo a iniciativa como válida, pois é necessária a mobilização do país, desde que seja pacífica”, afirma.

Ele vê com cautela o pedido de impeachment da presidente, o qual vem motivando muitas destas manifestações pelo Brasil, pois se trata de um tema bastante complexo. “Não sei quem poderia assumir o posto neste momento com condições de realmente resolver os problemas do país. Mesmo assim, aprovo a realização da manifestação, pois quando o povo não está satisfeito com algo é preciso manifestar essa posição”, assegura o dirigente. Porém, Miguel Faria alerta aos comerciantes que estiverem abertos no horário da manifestação que, em caso de ameaça de vandalismo, fechem imediatamente as portas, para evitar danos maiores à integridade de funcionários e clientes.

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