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Dólar acelera inflação e atinge em cheio o bolso do consumidor

De acordo com o jornal O Globo, a moeda acumula quase 15% de alta desde janeiro. Com isso, a inflação no comércio deve dobrar

Publicado em 28/08/2013 às 00:32Atualizado em 19/12/2022 às 11:23
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O bolso do consumidor será atingido em cheio pelos reflexos da alta do dólar na economia. A avaliação é dos deputados Valdivino de Oliveira (PSDB-GO), Duarte Nogueira (PSDB-SP) e Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). De acordo com o jornal O Globo, a moeda acumula quase 15% de alta desde janeiro. Com isso, a inflação no comércio deve dobrar, podendo chegar a 7,4%, contra 3,5% em 2012. Os setores mais afetados pelo câmbio são os de eletrodomésticos e móveis. Mas os alimentos, bebidas e artigos farmacêuticos também devem sofrer alteração.

Para Valdivino de Oliveira, o governo Dilma precisa fortalecer os investimentos do setor privado para incentivar a industrialização, gerar emprego, criar um programa de crescimento sustentável e sanear o sistema financeiro. A inflação é perversa e vai afetar principalmente o cidadão mais pobre, explica o tucano. “Alguns produtos antes fabricados no país pararam de ser feitos devido ao custo Brasil e à falta de competitividade. A nação parou de produzir e agora estamos reféns dos preços estrangeiros”, apontou.

De acordo com Nogueira, a elevação do dólar facilita a exportação, mas traz como consequência o desaquecimento do parque industrial, o aumento na taxa de juros, o encarecimento dos produtos nacionais, o aumento da taxa de desemprego, a pressão inflacionária e o aumento no custo de produção.

Mendes Thame ressalta que a alta do dólar custará caro para o consumidor, por causa da distorção cambial destrutiva que estimulou o processo de desindustrialização. Segundo ele, o governo petista permitiu que a indústria brasileira perdesse competitividade e abriu as portas para os produtos importados. O tucano alerta: a alta da inflação vai sobrar para o consumidor final.

De acordo com o jornal O Globo, a projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostra que os preços no comércio varejista vão subir 7,4% em 2013, sendo que em alguns setores, como o de bens duráveis, serão fortemente afetados pela variação do câmbio, acima da média da inflação projetada para este ano, de 6%. Os alimentos, bebidas e artigos farmacêuticos devem subir 7,9% no ano, contra 3,9% em 2012.

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