MENOS DE R$5,00

Dólar cai e fecha a R$ 4,91, menor nível em mais de dois anos

A Bolsa acompanhou o movimento positivo e avançou 0,62%, encerrando aos 186.753 pontos

Rodrigo Oliveira/O Tempo
Publicado em 05/05/2026 às 19:41
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O dólar fechou em queda de 1,09%, cotado a R$ 4,912, nesta terça-feira (5/5), beneficiado pelo maior apetite global por risco e pela repercussão da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). A moeda norte-americana encerrou o dia no menor valor desde 26 de janeiro de 2024, quando atingiu R$ 4,911. 

Vale lembrar que o dólar fechou cotado a R$ 4,96 na segunda-feira (4). Jaqueline Neo, especialista em câmbio e cédito da be.smart, aponta que a queda do dólar diz menos sobre força do real e mais sobre um mundo momentaneamente menos tenso. Segundo ela. quando o investidor global reduz a busca por proteção, a moeda americana perde fôlego e abre espaço para emergentes respirarem.

"Há, claro, mérito doméstico. O juro elevado segue funcionando como ímã de capital, sustentado pela postura ainda cautelosa do Banco Central. Em um ambiente em que o dinheiro procura rendimento, o Brasil continua oferecendo prêmio suficiente para manter o fluxo positivo", afirma.

A especialista alerta, entretanto, que parte relevante dessa queda do dólar passa pelo humor externo e pela expectativa em torno dos próximos passos do Federal Reserve.

"Basta uma mudança de tom ou um dado mais forte nos Estados Unidos para recolocar a moeda em trajetória de alta. O câmbio, como de costume, segue menos como termômetro da economia local e mais como reflexo do apetite global por risco. Quando o mundo permite, o real agradece. Quando não, volta rapidamente ao seu lugar", diz. 

Durante o pregão, a queda dos preços internacionais do petróleo levou investidores a buscarem ativos de maior risco, como mercados emergentes e ações.

Por outro lado, o documento do Banco Central reforçou uma postura mais cautelosa, interpretada como positiva por analistas do mercado local ao sustentar o diferencial de juros do Brasil.

A Bolsa brasileira acompanhou o movimento e avançou 0,62%, aos 186.753 pontos. O destaque da sessão foi a Ambev - que subiu até 17%, após divulgar resultados mais fortes do que o esperado no primeiro trimestre.

*Com Matheus dos Santos/Folhapress

Fonte: O Tempo.

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