Na terça-feira (22), moeda norte-americana fechou R$ 4,914 - menor patamar desde 24 de junho
Um cenário a tempos não visto. A manhã desta quarta-feira (23) marca mais uma queda no preço do dólar, que chega a ser negociado abaixo de R$ 4,90 e engata seu sexto pregão seguido de baixa.
Na manhã desta quarta-feira, às 10h24, a moeda norte-americana recuava 0,09%, cotada a R$ 4,9096. Na mínima até o momento, chegou a R$ 4,8932.
Na terça-feira (23), o dólar fechou em queda de 0,60%, a R$ 4,9140, o menor patamar de fechamento desde 24 de junho de 2021 onde atingiu o valor de R$ 4,9034. Com o resultado, passou a acumular queda de 4,69% no mês. No ano, tem baixa de 11,85% frente ao real.
O que tem movimentado os mercados?
O preço do petróleo no exterior sobe, com o Brent negociado a US$ 118 o barril.
Os mercados continuam voláteis, uma vez que o conflito entre Ucrânia e Rússia alimenta temores a respeito de uma escassez de oferta, o que leva o preço do petróleo e dos metais a ficar a ficar elevado.
A expectativa é que Joe Biden, presidente dos EUA, anuncie mais sanções quando se reunir com líderes europeus na quinta-feira (24) em Bruxelas, incluindo uma reunião de emergência da Otan.
Os investidores monitoram também a trajetória dos juros na economia global.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliou que o conflito entre Rússia e Ucrânia pode ter consequências de longo prazo para a inflação, o que pode exigir uma alta ainda maior da taxa básica de juros brasileira, atualmente em 11,75% ao ano . As observações constam na ata da última reunião do comitê, divulgada na véspera.
Os juros em patamares elevados no Brasil e o diferencial em relação aos juros nos EUA e outras economias têm contribuído para o fluxo de dólares para o país e para a valorização do real em 2022. O Brasil possui atualmente a segunda maior taxa de juros reais no mundo, atrás somente da Rússia.