ECONOMIA

Dólar fecha novamente abaixo de R$ 5 com guerra no Irã em foco

Já a Bolsa fechou em nova máxima, de 0,33%, aos 198.657 pontos

Rodrigo Oliveira/O Tempo
Publicado em 14/04/2026 às 19:41
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O dólar fechou em queda de 0,08%, cotado a R$ 4,99, nesta terça-feira (14/4), com investidores acompanhando as negociações entre Estados Unidos e Irã e mais otimistas de que os países cheguem a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. É o menor valor desde 27 de março de 2024, quando encerrou o dia a R$ 4,98.

"O alívio geopolítico — com continuidade das negociações entre EUA e Irã, ainda que sem acordo definitivo — pressionou o dólar globalmente e favoreceu moedas emergentes. Esse ambiente tem sustendo o fluxo estrangeiro para o Brasil tanto em renda fixa quanto ações", explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma nova rodada de negociações com o Irã pode ocorrer ainda nesta semana. A informação foi divulgada pelo jornal New York Post.

Já a Bolsa fechou em nova máxima, de 0,33%, aos 198.657 pontos. Na máxima do pregão, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, chegou a 199.354 pontos - novo recorde intradiário.

"O principal fator segue sendo a expectativa sobre a retomada das conversas entre Estados Unidos e Irã. É possível que isso ocorra nos próximos dias, e o fôlego do mercado tem sido renovado, principalmente pela chance de a guerra chegar ao fim", diz Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos.

Vantagem brasileira

A desvalorização do dólar é resultado de uma convergência de fatores que colocam o mercado brasileiro como um dos mais bem posicionados para enfrentar as turbulências globais causadas pela guerra no Irã.

A retomada do fluxo de investimentos estrangeiros para países emergentes, beneficiando o real, é um deles. No começo deste ano, esse movimento levou o dólar a R$ 5,12 e a Bolsa brasileira a bater diversos recordes em fevereiro. O fluxo, contudo, foi interrompido com a guerra no Irã.

Com o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o otimismo voltou: a trégua entre os países, anunciado em 7 de abril, reduziu a aversão ao risco global e reacendeu o apetite dos investidores por ativos de mercados emergentes.

A isso se somam o diferencial de juros com os EUA e a distância do Brasil em relação ao conflito, considerados pontos a favor.

Guerra ainda é incerta

Há, contudo, algumas incertezas. O bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz, determinado por Trump no domingo (12), continua após as delegações não chegarem a um acordo.

A medida foi uma resposta à cobrança de pedágio para embarcações. Em vez de reabrir a passagem, como previsto na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que, segundo o governo iraniano, evita minas colocadas pela própria teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por barril de óleo transportado.

"O bloqueio será realizado de maneira imparcial contra embarcações de todos os países que entrem ou partam de portos e áreas costeiras do Irã", disseram os militares americanos, acrescentando que não impedirão a navegação de navios "que cruzem o estreito de Hormuz vindo de ou com destino a portos não iranianos".

O prazo de suspensão nuclear é considerado um dos principais impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Os EUA propuseram uma suspensão de 20 anos de toda a atividade nuclear de Teerã, enquanto o país defende uma pausa de até cinco anos.

Fonte: O Tempo.

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