
O processo havia sido anulado em maio de 2025 após o afastamento da juíza Julieta Makintach (Foto/Divulgação)
A Justiça da Argentina retomou nesta terça-feira (14) o julgamento que apura a morte de Diego Armando Maradona, ex-jogador e ídolo do futebol argentino, falecido em 2020 aos 60 anos.
O processo havia sido anulado em maio de 2025 após o afastamento da juíza Julieta Makintach, que foi investigada por participação em um documentário não autorizado relacionado ao caso.
A retomada ocorre no Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro, onde serão novamente ouvidos depoimentos e analisadas provas já apresentadas anteriormente.
Sete integrantes da equipe médica que acompanhava Maradona respondem por acusação de homicídio simples com dolo eventual, sob a alegação de negligência no atendimento ao ex-jogador.
Entre os réus estão o médico Leopoldo Luciano Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, além de profissionais responsáveis pela coordenação médica e enfermagem que atuaram no cuidado de Maradona.
A enfermeira Dahiana Gisela Madrid terá um julgamento separado, por júri popular, ainda sem data definida.
Ao todo, 92 pessoas devem prestar depoimento no processo, incluindo familiares do ex-jogador e pessoas próximas ao seu convívio.
Maradona morreu em novembro de 2020, em uma residência, após sofrer insuficiência cardíaca enquanto se recuperava de uma cirurgia cerebral.
A equipe médica nega as acusações e afirma que não houve negligência no tratamento do ex-jogador.