Ano começou com o primeiro fenômeno conhecido como a “Lua do Lobo”
O ano começou com a primeira superlua de 2026, conhecida como a “Lua do Lobo” (Foto/Manoel Freitas/Divulgação)
O ano de 2026 será marcado por uma sequência de fenômenos astronômicos que prometem encantar observadores do céu em todo o Brasil e no planeta ao longo dos 12 meses. O calendário inclui quatro eclipses, dois solares e dois lunares, além de superluas, chuvas de meteoros e outros eventos de destaque.
O ano começou com a primeira superlua de 2026, conhecida como a “Lua do Lobo”, um fenômeno em que a Lua cheia coincide com o ponto mais próximo da Terra em sua órbita, fazendo com que o satélite pareça maior e mais brilhante no céu. Esse evento também coincidiu com o pico da chuva de meteoros Quadrântidas, que ocorre no início de janeiro e é tradicionalmente uma das mais intensas do ano.
Eclipses: datas e visibilidade
O Brasil terá oportunidades de observar pelo menos alguns dos eclipses previstos para 2026:
• 17 de fevereiro — Eclipse solar anular, também conhecido como “anel de fogo”, quando a Lua cobre o centro do Sol deixando um contorno brilhante ao redor. Esse eclipse não será totalmente visível no Brasil, mas poderá ser observado parcialmente em algumas regiões do hemisfério sul.
• 3 de março — Eclipse lunar total, em que a Lua passa completamente pela sombra da Terra, ganhando uma coloração avermelhada. Esse fenômeno, chamado por muitos de “Lua de Sangue”, será visível em grande parte do país e representa um dos destaques astronômicos do ano.
• 12 de agosto — Eclipse solar total. Embora a totalidade da ocultação não possa ser vista do Brasil, o fenômeno será visível parcialmente em algumas regiões do hemisfério sul, com impacto mais forte em áreas distantes do país.
• 27–28 de agosto — Eclipse lunar parcial, com boa parte da Lua entrando na sombra da Terra. Esse evento também terá visibilidade no Brasil durante a noite e madrugada.
Chuvas de meteoros e outros eventos
Além dos eclipses, o céu de 2026 será palco de várias chuvas de meteoros importantes. Entre as mais esperadas estão as Eta Aquáridas, associadas aos detritos do cometa Halley, e as Geminídeas, que prometem um pico intenso em dezembro, ideal para observação em locais com pouca poluição luminosa.
O calendário prevê ainda momentos em que planetas como Júpiter e Vênus estarão em destaque, sendo visíveis a olho nu e proporcionando oportunidades de observação planetária para amadores. Em maio, por exemplo, Vênus atinge seu brilho máximo, tornando-se um ponto de luz marcante no céu noturno.
O ano também terá outras superluas, como a Lua do Castor em novembro e a Lua Fria em dezembro, além de fases lunares que podem favorecer a observação de meteoros e conjunções entre corpos celestes.
Dicas para observação
Astrônomos amadores e curiosos são incentivados a observar esses eventos em locais afastados da iluminação urbana, usando binóculos ou telescópios quando possível. Para os eclipses solares, o uso de óculos de observação especial é essencial para proteção dos olhos, já que olhar diretamente para o Sol sem proteção pode causar danos graves à visão.
Com uma série de fenômenos ao longo do ano, 2026 promete ser especial para quem gosta de olhar para o céu e acompanhar o movimento dos astros, seja com equipamentos ou apenas com os olhos voltados para o firmamento.
Fonte: O Tempo